Um singelo espaço de reflexão pessoal. Lugar de afectos, espiritualidade e outras coisas da vida.

02
Jan 09

 

 

S. Paulo, o convertido, ficou indelevelmente marcado pela manifestação de Jesus Ressuscitado que, pela sua morte e ressurreição, atingiu o zénite do amor à escala infinita, e que, em plena perseguição da Igreja de Deus, o interpela e lhe dá a Sua graça que o transforma radicalmente.

Paulo tão judeu, tão fariseu, tinha apenas a experiência de Deus único, transcendental, que não pode ser visto.

 A sua experiência vai ser a de um Deus nascido criança, feito homem, que morreu crucificado, Deus Vivo Eucaristia, Deus identificado com os marginalizados.

Ele vai estar ao lado dos de mais longe e sentar-se no chão, nos patamares dos irmãos, gratuitamente, por vezes rejeitado, mas nunca derrotado pelas tribulações por que passou, «porque a força manifesta-se na fraqueza» (2 Cor 12, 9).

Esta capacidade de resistência não seria possível sem a graça de Deus na qual Paulo se apoia e que ao longo da vida fez frutificar: «pela graça de Deus sou o que sou» (1 Cor 15, 10).

No mundo vazio de hoje, mundo de solidão, frio e concorrencial, a procura de Deus faz-se procurando fazer do outro um irmão, faz-se, tendo a capacidade de comungar e sentir a dor de tantos homens que por esse mundo fora, sofrem no corpo e na alma.

Estamos a iniciar um novo ano. Os dias, os meses, as estações do ano continuarão a ser iguais aos do ano transacto. Contudo tudo pode ser diferente. Basta que cada um queira colocar Deus acima de tudo e de todas as coisas. Basta um gesto de efectiva generosidade em prol dos que vegetam na “outra margem do rio”.

Acolhamos as exortações de S. Paulo: «revesti-vos, pois, de sentimentos de misericórdia, de bondade, de humildade, de mansidão, de paciência, suportando-vos uns aos outros e perdoando-vos mutuamente, se alguém tiver razão de queixa contra outro. Tal como o Senhor, vos perdoou, fazei-o vós também. E, acima de tudo isto revesti-vos do amor, que é o laço da perfeição» (Cl 3, 12-14).

Feliz Ano, companheiros de 2009.

 

 

 

 

 

 

publicado por aosabordapena às 14:15

25
Jul 08

 

 

 

Segundo o Novo Testamento, Tiago era filho de Zebedeu, irmão do apóstolo São João Evangelista.

Tal como o seu pai e o irmão, era pescador no Mar da Galileia, companheiro de André e de Simão Pedro (Mat 4,21-22, e Lc 5,10). Tiago, Pedro e João seriam, de resto, os primeiros a abandonar tudo para seguirem Jesus como seus discípulos, fazendo parte do núcleo mais íntimo de Jesus a quem acompanharam nos momentos decisivos da sua vida, ao participarem na Transfiguração, ao presenciarem o milagre da ressurreição da filha de Jairo, na agonia de Cristo no Monte das Oliveiras (Mat 17, 1 e 26, 37; Lc 8, 51).

Segundo Marcos 3, 17, Tiago e João foram chamados por Jesus como «Boanerges», isto é, filhos do trovão, em virtude do seu temperamento arrebatado (Lc 9, 54).

Tiago é depois citado entre os testemunhos relativos á terceira aparição de Cristo após a sua ressurreição, nas margens do lago de Tiberíades.

Pouco mais se sabe acerca da sua vida, excepto que teria sido mandado decapitar por ordem de Herodes Agripa I, rei da Judeia e Samaria, no ano 42 ou 44, em Jerusalém. É, aliás, o único apóstolo cuja morte vem narrada na Bíblia, nos Actos dos Apóstolos, 12, 1-2: «Herodes mandou matar á espada Tiago, irmão de João».

Vem a propósito a sua vida especialmente neste mês em que a Igreja celebra o nosso padroeiro e a Paróquia se congrega para o venerar com devoção, entusiasmo, espírito de união e sentido comunitário.

O seu exemplo de proximidade com Jesus, o seu voluntarismo, a sua entrega á oração e ao anúncio da Boa nova, o concretizar da promessa feita a Jesus do “podemos” «beber o cálice que Eu posso beber?», são caminhos que o Apóstolo aponta para que também nós, individualmente e comunitariamente, possamos avançar no cumprimento dos desígnios de Deus a nosso respeito.

A Paróquia está em festa nas várias vertentes da sua vivência.

Festa, tempo de júbilo, de anúncio evangelizador, é também ocasião de reforço da co-responsabilidade comunitária, de um pulsar mais intenso como família paroquial que caminha na mesma direcção, de incremento da acção missionária e caritativa em prol de outras igrejas e dos irmãos mais necessitados.

Só assim seremos cristãos. Só assim seremos “pedras vivas” duma Igreja cujo Deus é um Deus de Amor, de Festa e de Perdão.

 

 

 

 

   

publicado por aosabordapena às 22:26

02
Abr 05

 

 

Dia 2 de Abril de 2005, primeiro sábado do mês. São 20 horas e 37 minutos, hora de Portugal Continental. O “atleta de Deus”, o “guerreiro de Deus”, acaba de transpor a última barreira terrena.

Serenamente, morreu em paz, aquele que ao longo da vida lutou pela paz, pelos direitos humanos, pelos mais desfavorecidos.

Karol Wojtyla, “ a voz dos que não tinham voz”, o apóstolo incansável apaixonado por Cristo, o homem do diálogo e da reconciliação, deixou-nos aos 84 anos.

No meu silêncio, fico em respeitoso recolhimento, emocionado e comovido como ficou todo o mundo e escuto as primeiras palavras como Papa: «Não tenham medo. Abram a porta a Cristo e à Igreja».

Sua Santidade o Papa João Paulo II «voltou para a Casa de Deus».

No nosso coração, fica a saudade, o seu testemunho de fé inquebrantável, a sua coragem, especialmente revelada nos momentos mais difíceis e dolorosos da sua vida. A certeza de que lá do Alto, continuará a interceder pela sua amada Igreja.

publicado por aosabordapena às 18:16

13
Fev 05

 

13 de Fevereiro de 2005. Acabo de tomar conhecimento da morte da Irmã Lúcia. Fico triste e emocionado como a generalidade dos meus concidadãos. A última vidente de Fátima foi chamada pelo Senhor e juntou-se na eternidade a seus primos Francisco e Jacinta.

Revejo a fotografia tirada em conjunto, quando crianças. A Jacinta, mão esquerda na anca, um olhar angelical; o Francisco, olhar meigo, sereno, arrimado ao seu bordão pastoril; a Lúcia, rosto enigmático, determinada, levemente zangada, amparando-se com as mãos cruzadas à frente do corpo.

Três atitudes, três maneiras de estar, uma só ambição: agradar à “Senhora mais brilhante que o sol”, amar o Coração Imaculado de Maria, rezar pelo Papa, oferecer sacrifícios pela conversão dos pecadores e consolar Jesus ofendido por tantos pecados do homem.

A Irmã Lúcia partiu «com serenidade» após 97 anos a «dar testemunho, com simplicidade, do Amor de Deus e de Nossa Senhora».

Lenços brancos agitam-se no ar. Há lágrimas de emoção e cânticos de louvor à mensageira de Fátima, à «Santa de Portugal». É o último adeus.

No meu silêncio, procuro imaginar a alegria celestial do reencontro na Casa do Pai. Na minha memória, quero guardar a sua figura maternal, o suave sorriso dos seus lábios, a paz dum olhar perscrutando o Infinito. Ao longe, em surdina, julgo escutar maviosos cantos angelicais.

publicado por aosabordapena às 13:46

27
Nov 04

 

O Papa João Paulo II beatificou no passado dia 2 de Outubro, na Praça de S. Pedro, no Vaticano, o último imperador da Áustria, Carlos I de Habsburgo, reconhecendo-o como «um exemplo para quem tem responsabilidades políticas na Europa».

Na cerimónia participaram os quatro filhos ainda vivos do imperador, Otto de Habsburgo, a rainha Fabíola da Bélgica, a princesa Astrid e o príncipe Lorenz.

Cerca de 30 mil fiéis assistiram ao evento, entre os quais vários descendentes dos Habsburgo e representantes das famílias aristocratas europeias.

O Papa beatificou ainda a visionária alemã Anna Katharina Emmerick, a monja italiana Ludovica de Angelis, que esteve 50 anos ao serviço das crianças na Argentina, e os religiosos franceses Pierre Vigne e Joseph Marie Cassant.

A história de Carlos da Áustria, nascido a 17 de Agosto de 1887, cruza-se com a queda do império austro-húngaro a 11 de Novembro de 1918, quando forçadamente abdicou do trono, tendo escolhido a ilha da Madeira para exílio político, onde desembarcou no dia 19 de Novembro de 1921.

Casado a 21 de Outubro de 1911 com a princesa Zita de Borbone-Parma, o casal teve oito filhos.

Uma «gripe com localização bronco pulmonar» leva-o à morte aos 34 anos, no dia 1 de Abril de 1922, com o olhar dirigido ao Santíssimo Sacramento. Como recordou ainda no leito da morte, o lema da sua vida foi: «todo o meu empenho é sempre, em todas as coisas, conhecer o mais claramente possível e seguir a vontade de Deus, e isto de forma perfeita».

Carlos suportou o seu sofrimento sem lamentações, perdoando a todos aqueles que o tinham magoado e ofendido.

Reduzido à pobreza «adoeceu gravemente, aceitando a doença como sacrifício pela paz e a unidade dos seus povos». «Serviu o seu povo com justiça e caridade», explicou o cardeal José Saraiva Martins, perfeito da Congregação para a Causa dos Santos, na cerimónia de promulgação do decreto que reconheceu o milagre. «Procurou a paz, ajudou os pobres, cultivou com empenho a sua vida espiritual. A fé apoiou-o desde a juventude, sobretudo no período da I Guerra Mundial e no exílio na ilha da Madeira, onde morreu santamente», acrescentou o cardeal português.

O seu exemplo e comportamento ao longo da vida são a confirmação de que a aceitação dos desígnios de Deus a nosso respeito, são o caminho certo para a santidade e a felicidade enquanto vivemos a transitoriedade desta vida terrena.

 

 

 

publicado por aosabordapena às 14:07

27
Mai 04

 

Desde o dia 25 de Abril de 2004, os portugueses, em especial, contam com mais uma intercessora no Céu. É a Beata Alexandrina, beatificada na Praça de S. Pedro por Sua Santidade o Papa João Paulo II.

Nascida na freguesia de Balasar, concelho de Póvoa de Varzim a 30 de Maio de 1904, veio a falecer a 13 de Outubro de 1955, depois duma vida de contínua imolação por amor de Jesus e pela conversão dos pecadores.

Aos 14 anos de idade, quando estava sozinha sofreu um encontro desagradável com um homem que, com más intenções, conseguiu entrar em sua casa.

Para se ver livre de tal situação, não hesitou em saltar por uma janela aberta que dava para o quintal, a qual distava do chão quase quatro metros, facto que muito veio a contribuir para a sua doença.

Impregnada por sentimentos de uma intensa caridade cristã, era uma alma profundamente eucarística.

Jesus Eucaristia era o seu bem mais precioso; a sua missão incendiar o mundo com o amor de Jesus e de Maria; os sacrários, a salvação dos pecadores e a integridade física do Santo Padre eram as suas preocupações constantes.

Mulher de muita e fervorosa oração escolheu para a sua campa as seguintes palavras:

“Pecadores, se as cinzas do meu corpo podem ser-vos úteis para vos salvar; aproximai-vos, passai sobre elas, calcai-as até que desapareçam, mas não pequeis mais. Não ofendais mais a Nosso Senhor! Pecadores, tantas coisas queria dizer-vos! Convertei-vos! Não ofendais a Jesus, não queirais perdê-LO eternamente! Ele é tão bom! Basta de pecar! Amai-O! Amai-O”.

Que a sua vida de oração, de amor a Jesus Sacramentado, de aceitação da dor e da sua oferta a Deus pela salvação dos pecadores, seja para nós um exemplo a seguir.

 

 

 

publicado por aosabordapena às 14:21

04
Fev 04

 

Os jovens, os acólitos, os catequistas e alguns membros da Paróquia de S. Tiago, da Diocese de Bragança – Miranda, Portugal, acompanhados pelo seu Pároco, estão hoje, dia 23 de Fevereiro, aqui, nesta magnífica Catedral, em peregrinação, para orar junto do vosso túmulo, vos venerar e honrar.

A prontidão com que deixastes no barco o patrão e as redes e seguistes Jesus, a firmeza do testemunho que cativou e converteu o vosso guarda e o exemplo de fidelidade ao Senhor por Quem derramastes o sangue, são, para nós, Glorioso Apóstolo, um exemplo de vida a seguir.

Glorioso S. Tiago, peregrino entre os peregrinos, nós vos pedimos pelos nossos jovens e pelos jovens de todo o mundo, pois, preocupa-nos o modo leviano como grande parte deles vive a sua fé.

Pedimo-vos, S. Tiago, patrono da nossa Paróquia, pelo bom andamento do processo de construção do Centro Paroquial que este ano se iniciou.

Pedimo-vos pelas nossas famílias e por todas as famílias da Paróquia, para que se convertam e vivam unidas e em harmonia segundo os ensinamentos do Santo Evangelho, para que sejam tolerantes, para que rejeitem o consumismo e o materialismo exagerados, para que defendam o dom da vida e pratiquem, pela vivência e pelo testemunho, a fé de Cristo na qual acreditam.

Pedimo-vos pelos que não têm fé ou nunca ouviram falar de Jesus, pela paz no mundo, pelos idosos abandonados, pelas crianças vítimas da guerra, da fome e de maus-tratos.

Pedimo-vos pelos doentes, pelos moribundos, pelos desempregados, pelos sem-abrigo e marginalizados da sociedade.

Pedimo-vos, Glorioso Apóstolo, que intercedas junto do Divino Salvador para que floresçam na Igreja, muitas e santas vocações religiosas, sacerdotais e missionárias.

Pedimos a vossa intercessão pelos nossos familiares defuntos e por todos os defuntos da Paróquia para que o Senhor, na sua infinita misericórdia, lhes dê o descanso eterno.

A vossos pés, Glorioso Apóstolo, deixamos as nossas preocupações, problemas pessoais e desejos mais íntimos e pedimo-vos que esta nossa peregrinação sirva para aprofundar e reforçar a nossa fé e para que sejamos capazes de a viver com mais discernimento, intensidade e perseverança.

Pedimo-vos, Glorioso Apóstolo, testemunha da Transfiguração do Senhor, que as nossas vidas e as vidas dos nossos irmãos espanhóis que tão bem nos receberam sejam iluminadas pela graça e a força do Divino Espírito Santo.

Por fim, Senhor S. Tiago, pedimos a vossa bênção para todos nós aqui reunidos e para que regressemos sãos e salvos às nossas terras.

Prometemos voltar pois sentimo-nos bem junto de vós.

Viva o Glorioso Apóstolo Senhor S. Tiago.

 

publicado por aosabordapena às 14:31

27
Set 03

 

 

 

Na nossa memória, revemos a sua figura franzina detentora duma energia contagiante.

Olhar penetrante, um leve sorriso nos lábios, rosto sulcado pela miséria dos pobres a quem serviu, mãos engelhadas pelo passar dos tempos, mas sempre em atitude de oração, são marcas duma vida dedicada, como gostava de repetir, a “servir os pobres para servir a vida”.

Acção e oração. As traves mestras do seu percurso terreno. Por um lado, o amor sem limites, a dedicação aos que sofrem, aos mais abandonados da sociedade e, por outro lado, a sua fé profunda, o seu amor apaixonado a Jesus Cristo, a sua intimidade e familiaridade com Deus, o seu amor e comunhão com a Igreja.

 

Era na Eucaristia, no silêncio da contemplação, que Madre Teresa, missionária da caridade, de nome e de facto, ia buscar aquela energia que a impelia para o mundo, em busca de Jesus no pobre, no abandonado, no moribundo.

Assim escreveu D. Marcelino, Bispo de Aveiro: “Madre Teresa é a profeta que um mundo egoísta e uma Igreja distraída e dispersa precisam. Ela continuará a falar. O que a perpetua não é o ter sido “Prémio Nobel”, mas ter sido Evangelho vivo, clamor dos pobres, grito de amor”.

Madre Teresa será beatificada pelo Papa João Paulo II em Outubro 2003.

O seu exemplo deverá ser, para todos nós, motivo de reflexão. Luz e inspiração para os governantes das nações obcecados pela guerra e insensíveis aos apelos à concórdia e à resolução dos problemas que afectam a humanidade, pela via do diálogo e da tolerância.

 

publicado por aosabordapena às 19:13

 

 

 Comemorou-se no passado dia 28 de Agosto a festa do Martírio de S. João Baptista.

No meu silêncio, arrepio-me pela atrocidade e malvadez daquele rei sanguinário que o mandou decapitar, pelo simples facto de ter ousado dizer a verdade que lhe era incómoda.

S. João Baptista, homem corajoso, não se vergou perante os poderosos da terra.

Santificado e purificado no seio de sua mãe Santa Isabel pela presença de Jesus e Maria, aquando do seu encontro em Ein Karem, fortalecido por uma vida de jejum e oração, S. João Baptista é um exemplo de fortaleza e desprendimento, um poderoso intercessor em favor de todos os que sofrem perseguição, qualquer que seja a sua causa.

E no meu silêncio recordo a Igreja que sofre e é amordaçada no direito de livremente se poder exprimir e de Vos louvar, Senhor.

Nigéria, Sudão, China, Cuba, Bielorússia, Roménia, Rússia, Colômbia, Venezuela, Coreia do Norte, são países onde, actualmente, se verificam as situações mais críticas.

No meu silêncio, Senhor, curvo-me perante a coragem de todos aqueles que ao longo de 2002 sofreram por causa da fé: 100 345 cristãos foram presos, 938 morreram e 629 foram feridos.

Curvo-me perante as cruzes ignoradas e não contabilizadas de tantos cristãos que, penosamente, mas com coragem, as suportam pelo Vosso amor, no silêncio dos dias e das noites sem fim.

O Calvário repete-se diariamente, Senhor, em directo ou ao vivo e os gritos amordaçados dos que têm fome, dos doentes, dos desempregados e explorados, ecoam e ferem os nossos ouvidos.

E a Vossa pergunta angustiada “porque Me persegues?”, continua a não encontrar resposta no coração do homem.

Porquê, Senhor, e até quando?

 


04
Fev 03

 

Fátima, 13 de Maio de 2000. Os olhos e os corações dos portugueses estão sintonizados com Fátima. O ambiente era de exaltação e júbilo. Dois dos seus filhos iam ser elevados à honra dos altares –

Francisco e Jacinta Marto.

Apesar da idade avançada, apesar da debilidade física, João Paulo II ultrapassou todas as dificuldades, e veio pela terceira vez ao Santuário da Cova da Iria. Peregrino e devoto agradecido à

Virgem a quem agradece a vida, e para beatificar os pastorinhos.

Uma data sem dúvida memorável, que ninguém vai esquecer.

Recordemos as palavras de Sua Santidade:

“A Igreja quer, com este rito de beatificação, colocar sobre o candelabro estas duas candeias que Deus acendeu para alumiar a humanidade, nas suas noites sombrias e inquietas”.

Neste sentido e com o intuito de contribuir para aprofundar a sua devoção e pedir ao Senhor que apresse a sua canonização, recordamos que é no dia 20 de Fevereiro que se celebra o seu dia, ocasião propícia para relembrar as palavras que a Virgem Santíssima lhes dirigiu: “Rezai, rezai muito e fazei sacrifícios pelos pecadores, que vão muitas almas para o inferno por não haver quem se sacrifique e peça por elas”.

Francisco Marto nasceu em Fátima a 11 de Junho de 1908, e aí morreu a 4 de Abril de 1919, com 11 anos incompletos.

A sua pena era ver Jesus ofendido; o seu ideal consolá-Lo.

Passa horas seguidas na igreja, sozinho, ou retira-se para lugares solitários a fim de consolar Nosso Senhor. Pouco antes de morrer disse: “vou no céu consolar muito a Nosso Senhor e Nossa Senhora”.

Jacinta Marto, nascida também em Fátima a 11 de Março de 1910, faleceu num hospital de Lisboa a 20 de Fevereiro de 1920, com quase 10 anos.

A sua vida resumiu-se nisto: “rezar e fazer todos os sacrifícios possíveis para converter os pecadores e desagravar o Coração Imaculado de Maria”.

Muito sucintamente, estas são as características da espiritualidade dos Videntes de Fátima: a ânsia de consolar Jesus e o oferecimento de orações e sacrifícios pela conversão dos pecadores.

Que eles nos alcancem de Jesus e do Coração Imaculado de Maria que tanto amaram, as graças que lhes pedirmos por sua intercessão.

 

publicado por aosabordapena às 18:03

Maio 2015
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2

3
4
5
6
7
8
9

10
11
12
13
14
15
16

17
18
19
20
21
22
23

24
25
27
28
29
30

31


Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

as minhas fotos
As minhas visitas
counter customizable Exibir My Stats
mais sobre mim
pesquisar