Um singelo espaço de reflexão pessoal. Lugar de afectos, espiritualidade e outras coisas da vida.

20
Abr 12

 

 

 

 

Inebriados

Pela alegria da Ressurreição

«Os que abraçaram a fé

Tinham uma só alma, um só coração».

Era um tempo novo.

Um novo tempo,

Sem fome nem agrura

Com simpatia à mistura.

E, hoje, Senhor?

Nem felizes, nem deprimidos,

Carregamos, doridos,

O fardo da nossa mediania,

O “conforto” da nossa passividade,

Uma vida de melancolia.

Até quando, Senhor?

Neste tempo de precariedade,

De medo e incerteza,

Conforta-nos, Senhor,

A doçura da Vossa Misericórdia,

Caminho de felicidade,

Bálsamo para a ferida,

Raio de luz e de esperança

Na noite escura da vida.

«Uma só alma, um só coração».

Quem dera, meu irmão.

(Act 4, 32,33)

 

 

 

publicado por aosabordapena às 18:26

14
Abr 12

 

 

Ressuscitaste, Senhor,

No alvor da madrugada

E um esplendor sem par

Rasgou o tempo

E fez história.

Ressuscitaste, Senhor,

Para me dizer

Com linguagem vitoriosa

Eloquente e silenciosa

Que o sofrimento

Não é um fim,

Mas um meio de chegar

À Tua glória.

Ressuscitaste, Senhor,

Para me arrastar

Com o Teu exemplo

E encorajar no caminho

Íngreme e pedregoso da vida.

Ressuscitaste, Senhor,

E deste-me razões para viver.

Por isso, Senhor,

Não me deixes ficar inebriado,

E à beira do caminho, descansado.

Mas faz-me correr

E a todos dizer

Que Tu, Senhor, vives

Eternamente.

 

 

 

 

publicado por aosabordapena às 17:48

28
Mar 10

 

Hoje é Domingo de Ramos, início da Semana Santa, a Semana Maior de toda a liturgia cristã. A sua celebração tem  o carácter festivo da benção e procissão dos ramos e a austeridade da leitura da Paixão.  

No mistério da morte e ressurreição de Cristo está a razão da nossa esperança.

Como óptimo contributo para introdução na ambiência desta semana tão especial, juntamente com a minha mulher, assisti a um concerto coral de música sacra na Igreja de Nossa Senhora de Fátima da Parede onde participaram o nosso já conhecido Coro Vox Maris e o coral de San Mamede de Zamáns - Vigo. A ambos, parabéns pelas excelentes vozes e  suave musicalidade das obras interpretadas.

publicado por aosabordapena às 19:01

12
Abr 09

                                                                                                                           

Estamos quase a finalizar o Tempo Santo da Quaresma. Tempo de oração, de renúncia e caridade, é a ocasião propícia para acertar bússolas, traçar azimutes e “endireitar veredas”.

Como a natureza ciclicamente se renova, também o homem sente a necessidade de sair da letargia em que vive, da frieza sentimental que o isola, da preguiça religiosa que o paralisa. E a Páscoa, pelo seu profundo significado, tem de ser para os crentes, caminho e motivo de renovação e um profundo acto de fé no futuro. A Ressurreição aponta um caminho novo, um caminho imparável, a vida que se há-de manifestar, as coisas do alto (Col. 3, 1-4)

Daí a alegria esperançosa que suscita. O Senhor ressuscitou! Aleluia.

É a Páscoa, o ápice do ano litúrgico. É o aniversário do triunfo de Cristo. É a feliz conclusão do drama da Paixão, a alegria imensa depois da dor intensa.

Cristo ao celebrar a sua última Páscoa deu à comemoração tradicional da libertação do povo judeu um sentido novo e muito mais amplo. Não é um povo, uma nação isolada que Ele liberta, mas o mundo inteiro. A Páscoa cristã, cheia de profunda simbologia, celebra o acontecimento histórico chave da humanidade: a Ressurreição de Jesus, depois da sua morte para resgate e reabilitação do homem pecador.

Páscoa é vitória, é o homem elevado à sua maior dignidade. Diz S. Paulo “Aquele que ressuscitou Jesus Cristo devolverá a vida aos nossos corpos mortais”.

E é esta esperança, agora transformada em certeza, que nos impele a caminhar, até que Ele nos abra as portas da Jerusalém celestial.

Jesus Cristo, Vivo e Ressuscitado é a razão da nossa fé. Sigamo-Lo.

Uma Santa Páscoa para todos.

 

 

 

 

publicado por aosabordapena às 17:50

01
Mar 09

 

É o mês de Março um mês de contradições. Mês de transição nele se processam significativas alterações.

O Inverno agoniza paulatinamente para dar lugar ao tempo primaveril que inunda a Natureza de renovos verdejantes e a suaviza com a beleza das flores e o chilrear das aves.

O frio dá lugar a um tempo ameno. A mudança climatérica é acompanhada pela mudança de hora que vem alterar o nosso ritmo biológico.

Em termos de vivência e aprendizagem espirituais é o mês de Março profundamente enriquecedor.

Tempo penitencial, tempo de renúncia, de desejos de mudança e de conversão que ressoam continuamente no coração do homem que, na procura incessante de Deus, deseja alimentar-se da Sua misericórdia inesgotável.

Tempo Santo da Quaresma. Com o evangelista Marcos, no 1º. Domingo, seguimos Jesus para o deserto, deserto em que, por vezes, se transforma a nossa vida. Lugar de solidão e sofrimento, aí descobrimos, afinal, que é o lugar privilegiado para o encontro com Deus, mediante a conversão interior do coração, imprescindível para entrar no «Reino de Deus que está próximo» (Mc 1, 15).

Subimos, no 2º. Domingo, ao “monte elevado” da nossa insuficiência e descobrimos as maravilhas da Criação, a paz consoladora que inebria o coração daqueles que se deixam transfigurar pela Palavra Salvadora de Deus.

Com João, no 3º. Domingo, assistimos impressionados ao gesto de Jesus que «fazendo um chicote de cordas expulsou os vendedores do templo» (Jo 2, 15), acção simbólica que não se destina a punir transgressores mas a mostrar a Sua suprema autoridade na «Casa do Pai» (Jo 2, 15-16).

No 4º. Domingo, meditamos nas palavras de Jesus referindo ser «necessário que o Filho do Homem seja erguido ao alto, a fim de que todo o que nele crê tenha a vida eterna» (Jo 3, 14-15). É a certeza de que a nossa fé não é em vão e que o amor de Jesus a todos inclui. Basta tomar o caminho do bem que conduzirá à bem-aventurança eterna.

Chegados ao 5º. Domingo, Jesus revela, perante a incredulidade dos seus ouvintes, que «se não crerdes que Eu sou o que sou, morrereis nos vossos pecados» (Jo 8, 24). Jesus revela assim o seu ser divino com a mesma fórmula com que o próprio Deus o fez a Moisés (Ex 3, 14) e diz o Evangelho: «muitos creram nele» (Jo 8, 30).

Terminado este itinerário catequético, de espírito aberto e coração purificado, eis-nos entrados no Abril pascal, primaveril, mês de vitalidade, de emoções e razões para reforçar e viver a fé cristã naquele Jesus que, montado num jumento, símbolo da humildade e da paz, foi aclamado pela multidão na Sua entrada triunfal em Jerusalém; naquele Jesus que, no Seu infinito amor quis ficar connosco até ao fim dos tempos na Sagrada Eucaristia instituída na Quinta-feira Santa; naquele Jesus que foi preso, abandonado e renegado pelos amigos, injuriado, escarnecido e condenado à morte; naquele Jesus que experimentou o silêncio supremo do sepulcro; naquele Jesus que «vencedor do pecado e da morte, é o princípio da nossa justificação e da nossa ressurreição no final dos tempos» (Comp do C.I.Cat, nº. 131).

É Páscoa. O túmulo está vazio. Cristo ressuscitou. Alegremo-nos. Aleluia.

 

publicado por aosabordapena às 17:05

23
Mar 08

 

Sendo a Quaresma, um tempo “forte” de oração, propício a privações e à prática duma caridade mais diligente, especialmente, em relação aos mais necessitados, é oferecida, a todo o cristão, a possibilidade de se preparar convenientemente para a Páscoa, fazendo um sério discernimento da própria vida, confrontando-a, de maneira especial, com a Palavra de Deus, que ilumina o seu itinerário quotidiano.

Regularizadas as nossas deficiências, renovada a esperança e o propósito de cada dia ir crescendo na fé, tem cabimento o júbilo que inunda os corações na manhã radiosa da Ressurreição.

A natureza já despertou da letargia invernal. Os rebentos e as flores vicejam aqui e além. Cristo, o “renovo maior”, pleno de vitalidade, de promessas cumpridas e dúvidas desfeitas, emerge do sepulcro e dá sentido e razão à razão da nossa fé.

“ O Senhor ressuscitou verdadeiramente!”. É este o grito que acalma a nossa inquietação. O grito que, na boca de S. Paulo, se torna desafio: “Onde está, ó morte, a tua vitória?” (1 Cor 15, 55)

Páscoa é a festa em que a esperança é transformada em certeza. O mundo atolado em dor, morte e pecado, sabe agora, que a dor é redenção, a morte é apenas preâmbulo de ressurreição e a ferida do pecado pode ser curada com a transfusão do Sangue de Cristo na nossa vida, pelo baptismo e pelos demais sacramentos.

Páscoa é, também, tempo de anunciar esta certeza a todos os homens. Madalena viu o sepulcro vazio e correu a avisar Pedro e João. Pedro e João correm ao sepulcro: verificam o facto e acreditam. Madalena vê então o Senhor e diz aos Apóstolos: “Vi o Senhor!” (Jo. 20,18). Os discípulos vêem o Mestre e dizem a Tomé: “Vimos o Senhor!” (Jo. 20, 25). Os dois discípulos de Emaús reconhecem-nO na fracção do pão e regressam a Jerusalém a contar aos outros…

É esta a mensagem que recebemos. É este o testemunho que temos de transmitir.

Celebrar a Páscoa cada ano que passa, é insuflar a alma dum novo impulso vital, impeditivo do desânimo, da descrença, um bálsamo purificador que alivia a vida, até que chegue a nossa Páscoa, rumo à Jerusalém celeste.

O Senhor ressuscitou! Aleluia! Uma Santa Páscoa para todos.

 

        

 

publicado por aosabordapena às 16:50

03
Abr 05

 

Como já vem habitual na quadra pascal, o Conselho Central Diocesano da Sociedade de S. Vicente de Paulo, procedeu à distribuição de cabazes contendo bens essenciais ao folar de 27 famílias carenciadas da nossa cidade.

Com este gesto, quiseram os vicentinos com o seu esforço e boa vontade, aliados à generosidade dos seus benfeitores, nestes incluindo, de modo muito especial, a comunidade da Paróquia de S. Tiago, que de forma exemplar correspondeu ao apelo que lhe foi lançado no período quaresmal, no sentido de uma vivência cristã materializada na prática activa da caridade, procurar minorar o sofrimento daqueles que mais precisam, dando-lhes alguns bens que possam contribuir para tornar a sua Páscoa mais feliz e consentânea com o verdadeiro espírito pascal.

Com efeito, os vicentinos como é próprio do seu carisma e à semelhança dos discípulos de Emaús, procuram reconhecer, aquando do contacto pessoal, Cristo Vivo e Ressuscitado nesses irmãos que balbuciam palavras de agradecimento e reprimem, por vezes, lágrimas que teimosamente tendem a aflorar.

Na alegria deste pouco dar e muito receber, está a recompensa do Senhor.

 

 

 

publicado por aosabordapena às 15:06

01
Mar 03

 

É o mês de Março, um mês liturgicamente rico e importante na caminhada dos cristãos para a celebração da Páscoa, a sua principal festa.

Inicia-se com o oitavo domingo do Tempo Comum, no qual S. Paulo afirma “a honra de estar ao serviço da Boa Nova” e recorda-nos que as capacidades individuais vêm de Deus e que, por isso, as devemos colocar ao seu serviço (2 Cor 5 e 8).

No dia 5, dia de jejum e abstinência, inicia-se uma nova etapa no calendário litúrgico da Igreja, com a celebração de Cinzas e o início da Quaresma.

As cinzas evidenciam a nossa fragilidade e transitoriedade. O que começa acaba. É uma lei infalível. Um dia apagamo-nos como as velas.

Durante o Tempo Santo da Quaresma, o nosso espírito acompanha “Jesus guiado pelo Espírito Santo para o deserto onde foi tentado por Satanás). (Mc 12)

É o tempo propício para preparar o dia do Senhor que pode ser agora, de mudar o coração e as atitudes.

É tempo de renúncia, de oração, de vencer as tentações que no dia a dia nos assaltam: a ambição desmedida, o culto excessivo do material em detrimento do espiritual, o atropelo e espezinhar dos direitos dos outros, a imoralidade e frivolidade …

Para nos ajudar a vencer as agruras da vida, o desencanto ou o desalento, a liturgia propõe-nos no dia 19, a celebração da solenidade de S. José, modelo de virtude, de obediência, a humildade elevada à potência máxima.

Ao celebrar S. José, o pensamento voa para o pai terreno, âncora de salvação sempre disponível.

Se ainda vivo, é uma óptima ocasião para agradecer ao Senhor e pedir que lhe dê longa vida.

Se Deus já no-lo levou, resta a saudade e do coração eleva-se uma prece fervorosa a Deus Pai de Misericórdia para que lhe dê o eterno descanso.

No dia 25, celebra-se uma outra solenidade: a Anunciação do Senhor.

Os desígnios de Deus a nosso respeito são insondáveis.

Que o diga a jovem Maria de Nazaré, escolhida entre tantas jovens do seu tempo, pelo Altíssimo, para ser a mãe de Jesus, o Filho de Deus.

Maria perturba-se. O que é que isto quer dizer? Como é que isso pode ser?

Apesar dos seus receios e preocupações, Maria confia e oferece ao Senhor a sua total disponibilidade.

É o abandono total nas mãos de Deus para quem nada é impossível.

Também a nós, por vezes, custa entender e aceitar aquilo que acontece ao longo da vida.

Fruto da nossa fragilidade humana, facilmente caímos no desânimo e não conseguimos discernir que Deus nos está a pôr à prova.

É nesses momentos que devemos ser fortes e como Maria dizer: “Servirei o Senhor como Ele quiser”. (Lc 1, 38)

Termina o mês com o 4º domingo da Quaresma.

“Deus que é rico em misericórdia mostrou por nós um grande amor. Ele deu-nos a vida por meio de Jesus Cristo. Deus ressuscitou-nos juntamente com Cristo Jesus e com ele nos fez tomar parte no seu Reino glorioso”. (Ef 2, 4-6)

Já se vislumbram os acordes da Ressurreição.

Há mudança da hora legal. É também hora de mudança espiritual. Da passagem da morte para a vida.

Oxalá assim o queiramos.

 

publicado por aosabordapena às 16:56

06
Abr 01

 

A Páscoa do Senhor era a principal de todas as festas judaicas e destinava-se a celebrar a libertação do povo de Israel da tirania egípcia.

O seu ritual estava prescrito com todos os pormenores:

- A refeição era previamente preparada, com vários louvores a Deus, pelos dons do pão e do vinho.

- Na refeição propriamente dita, partia-se o pão, abençoava-se o vinho e comia-se o cordeiro pascal.

- A refeição terminava com o chefe de família a erguer o cálice, sendo recitados salmos em honra e louvor do Criador e Libertador do povo de Israel.

Chegado o Dia dos Ázimos em que se devia sacrificar o cordeiro, Jesus, cumpridor da Lei, e para quem esta era uma Páscoa especial, ordenou aos discípulos que se dirigissem a Jerusalém, “a casa de um certo homem” a quem transmitiram a Sua vontade: “é em tua casa que quero celebrar a Páscoa com os meus discípulos”.

Não nos identificam os Evangelhos o dono da casa onde Jesus tomou a Sua última refeição pascal.

Contudo, se não sabemos o seu nome, imaginamos, com facilidade, tratar-se de alguém que ouvia atentamente a sua doutrina, alguém a quem Jesus quis privilegiar.

O momento era importante. A conspiração dos judeus para o fazer desaparecer tomava corpo, com a ajuda de Judas Iscariotes.

Pairava no ar a exaltação das grandes celebrações.

Jesus, aproveitando a Sua última Páscoa Judaica, instituiu o rito da Nova Páscoa, baseado no seu próprio corpo e sangue.

Pegou no pão, pronunciou a bênção ritual, partiu-o e deu-o aos seus discípulos, dizendo: “Tomai e comei, isto é o meu corpo”. Depois, pegou no cálice, deu graças e deu-o aos discípulos dizendo: “ Este cálice é a nova aliança no meu sangue, que vai ser derramado por vós”.

As paredes dessa casa ouviram, nessa tarde memorável, véspera da morte de Jesus, palavras de salvação, palavras de Quem, prestes a deixar-nos fisicamente, não nos quis deixar órfãos e quis ficar connosco até ao fim dos tempos, na Sagrada Eucaristia.

A Sagrada Eucaristia é um memorial: “fazei isto em memória de mim”. Cada vez que se celebra, renovam-se os gestos e as palavras de Jesus que por nós viveu, sofreu, morreu e ressuscitou.

Não se trata de recordar uma efeméride, uma acção do passado, mas sim, de tornar presente o mistério pascal de Cristo, que se ofereceu ao Pai e que nós, ao celebrá-la, também nos oferecemos com Ele.

Se este foi o acontecimento central desse dia memorável, não podemos esquecer que Jesus aproveitou a ocasião para lavar os pés aos seus apóstolos, dando-lhes assim um exemplo de serviço fraterno e um mandamento novo “amai-vos como eu vos amei”.

O outro facto que aconteceu foi o anúncio da traição premeditada de Judas. Jesus, a plenitude do amor, “perturbou-se interiormente”, quando confidenciou aos discípulos, com voz magoada, que um deles o iria trair.

Uma profunda tristeza invadiu-lhes os corações e os olhares ficaram inquietos. Este anúncio apanhou-os de surpresa.

Como seria possível que tal acontecesse? E logo, nessa tarde em que o amor, a fraternidade, a alegria da celebração pascal os unia?!

Jesus não se irrita … “O que tens a fazer, fá-lo depressa”.

Judas, o encarregado de gerir os bens da comunidade dos apóstolos, pois “era quem tinha a bolsa”, era o traidor que se havia deixado contaminar pelo dinheiro.

Depois de identificado, saiu. “Era noite”. Dentro e fora do seu coração.

Neste tempo pascal, é oportuno meditarmos nos acontecimentos referidos, e em especial, acerca da nossa participação na Eucaristia, “fonte e vértice de toda a vida cristã”.

A Eucaristia é a alegria da presença de Cristo vivo no meio de nós, reconhecimento e louvor a Deus, festa do encontro e da comunhão fraterna entre todos os que comungam do mesmo pão.

Participar activamente na Eucaristia, é um imperativo de todo o cristão.

 

 

 

 

 

 

publicado por aosabordapena às 17:01

01
Abr 00

 

 

É este mês de Abril, pleno de intensa espiritualidade. Aproximando-se a celebração da vitória do Príncipe da Vida, a liturgia reflecte o que Jesus fez há dois mil anos, com os seus discípulos.

Procurou prepará-los para o grande final, informando-os de que “o Filho do Homem tem de ser levantado, a fim de que todo aquele que n`Ele crer tenha a vida”.

Explicou-lhes “que Deus não enviou o Seu Filho ao mundo para o condenar, mas para que o mundo seja salvo por Ele”. (Jo 3, 14-17)

Esta promessa de salvação teve o seu epílogo e concretização quando Jesus, fazendo a vontade do Pai, livremente “levou até ao extremo o seu amor” por aqueles que, naquele tempo concreto, eram seus contemporâneos e por todos aqueles, que ao longo dos tempos, haviam de vir a este mundo mercê da Sua divina vontade, maculados pelo pecado original.

“Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a vida pelos seus amigos”. (Jo 15, 13) Jesus, entregando-se desta forma radical em que se inclui a aceitação da própria morte, fê-lo por amor.

Amor intenso a Deus-Pai: “Pai nas Tuas mãos entrego o meu espírito” (Lc 23,46). Amor pelos homens, por todos os homens. Cristo sofre a paixão e a cruz por causa dos pecados de toda a humanidade.

Esta entrega generosa é o testemunho máximo de amor e a semente fecundadora de tantos mártires que ao longo da história da Igreja não hesitaram em imitar Jesus e de tantos outros que ofereceram a sua vida à causa dos mais desprotegidos e aí encontraram a realização plena, e a comunhão quotidiana com Cristo sofredor.

Porém, não foi em vão que Cristo sofreu, que Cristo morreu. A sua ressurreição gloriosa é o epicentro da nossa fé. A razão de sermos cristãos.

O sepulcro vazio é a vitória de Cristo sobre a morte, a alegria de uns, a incredulidade de outros, o reconhecimento da divindade de Jesus por outros tantos.

Como Cristo Ressuscitado, também nós ressuscitaremos um dia. Para que tal aconteça, importa não esquecer as palavras do Apóstolo: “Permanecei firmes, inabaláveis, aplicando-vos cada vez mais à obra do Senhor, tendo sempre presente que o vosso trabalho no Senhor não é em vão”. (1 Cor 58)

Como é reconfortante esta certeza. Em Cristo Ressuscitado está a nossa alegria, a nossa recompensa. Ele enxugará as lágrimas dos nossos olhos; não haverá mais morte, nem pranto, nem gritos, nem dor”. “Venho em breve e trarei comigo a recompensa: darei a cada um segundo as suas obras”. (Ap 21, 4) (Ap 22, 13)

Que esta Páscoa o seja de facto. Páscoa da Ressurreição, de passagem duma vida de pecado para uma vida em graça. Uma vida com sentido, feliz e solidária, rumo à Pátria Celeste.

 

publicado por aosabordapena às 17:16

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