Um singelo espaço de reflexão pessoal. Lugar de afectos, espiritualidade e outras coisas da vida.

02
Nov 10

 

 

Dia de romagem aos cemitérios. Dia de saudade e de oração por todos aqueles que, em purificação, se encontram a aguardar a entrada definitiva na Casa do Pai.

A Comemoração dos Fiéis Defuntos não é uma celebração da morte, nem uma mórbida recordação dos nossos entes queridos. É sobretudo a celebração da vida para além da morte na qual acreditamos. A celebração da esperança de que um dia, “nos últimos tempos”, todos nós, havemos de ressuscitar. É uma profissão de Fé em Cristo Vivo e Ressuscitado.

Foi o Abade de Cluny, S. Odilão, quem, no ano 998, determinou que em todos os mosteiros da sua Ordem se fizesse a comemoração de todos os defuntos «desde o princípio até ao fim do mundo», no dia a seguir ao da Solenidade de Todos os Santos.

Em 1915, em plena guerra mundial, o Papa Bento XV estendeu, a toda a Igreja, esta prática que já havia sido oficializada, por Roma, no século XIV.

Como é usual, a celebração dos Fiéis Defuntos que teve lugar no Cemitério Velho da cidade de Bragança, pelas 15 horas e 30, foi presidida pelo nosso Pároco, tendo-se registado a presença de um elevado número de fiéis, que, em comunidade, quiseram, sentidamente, pedir ao “Senhor da vida e da morte” que apresse a entrada, no Seu reino de Bem-aventurança, de todos aqueles que, marcados pelo Baptismo, sempre acreditaram na vida eterna.

Lembremo-nos, pois, dos nossos familiares que já partiram, não como mortos, mas sim como santos e vivos em Cristo.

publicado por aosabordapena às 18:58

25
Jul 10

 

A Comunidade paroquial de S. Tiago esteve em festa no dia 25 de Julho, celebrando festivamente o seu padroeiro.

Foi grande a afluência de fiéis à Eucaristia, solenizada pelo grupo de jovens, bem como à procissão que se lhe seguiu, na qual se incorporaram os diversos estandartes representativos da Paróquia, os andores de S. Tiago, de S. Joaquim e de Nossa Senhora, devidamente engalanados.

A Banda Filarmónica de Vinhais, mercê da generosa contribuição da Junta de Freguesia da Sé, abrilhantou e enriqueceu esta manifestação pública da fé da comunidade, que percorreu, sob um calor intenso, algumas ruas dos bairros adjacentes, simbolizando, este trajecto, a união de toda a comunidade, já que o Dia do Padroeiro recorda a dimensão comunitária e solidária da fé.

Na homilia, o nosso Pároco, reportando à liturgia do dia, relembrou “que Deus nunca nos abandona apesar das nossas fragilidades, que é importante a insistência da oração, como diálogo filial para com Deus Pai de infinita misericórdia, acentuando o valor da tolerância interpessoal, como forma de caminhar em harmonia e o espírito de serviço discreto como valor a cultivar, decisivo para a santificação pessoal de cada um”.

No dizer de Dom Jesús Sanz Montes, OFM, arcebispo de Oviedo, “servir como quem dá a vida, ao invés de aproveitar para obter benefícios: este é o segredo da entrega do Senhor – algo que, naquele tempo e sempre, todos nós precisamos aprender”.

A Igreja não é uma entidade longínqua e abstracta que se exprime no “eles” de estranhos, mas na relação de proximidade, cooperação e comunhão do “nós”. É nesta comunidade que nos reunimos para participar na Eucaristia, receber e dar testemunho da fé. Nela continuamos a construir a Igreja e nos esforçamos por configurar o mundo de acordo com os valores do Evangelho.

A celebração do dia do Padroeiro é, pois, a ocasião propícia para o reforço dos laços comunitários que a todos nos unem e de que ninguém se pode isentar.

 

 

 

publicado por aosabordapena às 14:21

16
Dez 09

http://estudoreligioso.wordpress.com/2008/10/20/o-poder-da-orao/

 

 
Orar é dialogar, pressupondo, portanto, duas entidades (emissor e receptor) ligadas entre si por uma corrente de afectividade e confiança.
É nesta base de reciprocidade que o nosso diálogo com Deus se deve processar.
Cada um, porque diferente na maneira de ser, saberá encontrar o ritmo e a forma mais prática e profícua de oração.
São belas as orações que os manuais propõem. Contudo, não será de admirar se, após a recitação duma oração de outrem, repetida por nós, o coração ficar frio, insípido e com uma sensação de desconforto que só a sinceridade dum diálogo aberto, “de olhos nos olhos”, se assim podemos dizer, pode transformar numa experiência de proximidade e intimidade.
Em segredo com o Pai, na montanha ou na praia, deambulando sozinhos ou no meio da multidão, nas viagens, em casa ou no trabalho, o nosso coração deve elevar-se para o Senhor e, livre e espontaneamente, invocá-LO com expressões de cariz pessoal, conformes à situação e estado de espírito do momento, como sendo gritos do coração que só o Pai, na sua imensa solicitude, pode compreender e aceitar.
Esta relação filial, diária e constante, contribuirá, por certo, para uma suave concretização, nesta vida atribulada, do «Saboreai e vede como o Senhor é bom».
publicado por aosabordapena às 14:52

29
Jun 09

 

 

 
 
Ser catequista é uma resposta ao chamamento do Senhor que solicita o nosso empenho e disponibilidade no sentido de prestar à comunidade um serviço tão importante como é o da Catequese.
Com efeito, é extremamente enriquecedor e gratificante falar de Jesus às crianças, ávidas de aprender e despertar-lhes a curiosidade para conhecer esse Amigo que nunca falha.
De igual forma, como é marcante o primeiro anúncio da Boa Nova de Jesus aos jovens. Quem não se recorda do seu ou sua catequista e do modo como por eles foi marcado, nessa idade (já longínqua) das interrogações, das dúvidas, dos sonhos?
Ser catequista é, pois, evangelizar, obrigação de todo o cristão; é propor uma forma de ser e de estar na vida, à luz dos ensinamentos de Jesus.
No dia 4 de Setembro, pelas 16 horas, no Cartório Paroquial da Sé, vai haver uma reunião de catequistas para preparar o novo ano catequético.
Aqui fica o convite: das catequistas, leigas e religiosas, que no ano transacto, prestaram esse serviço com tanta dedicação e entusiasmo, esperamos, mais uma vez, a sua preciosa colaboração; a todos aqueles e aquelas, leigos, leigas ou religiosas, que se sentirem disponíveis e motivados para ser catequistas, mesmo que nunca o tenham sido, desde já agradecemos a sua presença e o seu valioso contributo, para, todos em conjunto, levarmos a bom termo tão nobre tarefa.
Comparece. O Senhor retribuirá.
 
publicado por aosabordapena às 20:12

 

 

 
É a paróquia o espaço onde os crentes experimentam a força e a presença de Jesus Ressuscitado que emanam da Eucaristia e os congrega em comunidade cristã.
É o espaço onde se anuncia, celebra e testemunha a felicidade da Boa Nova da Salvação, a fonte onde a comunidade vai buscar forças e coragem para enfrentar as vicissitudes da vida e ser «sal da terra» e «luz do mundo». (Mt 5, 13-14)
São grandes os desafios das paróquias. Se é urgente uma nova brisa do Espírito com vista à sua renovação, é simultaneamente indispensável que os leigos contribuam de forma mais activa nesse processo de renovação em colaboração com o pároco, deixando de ser meros “consumidores de sacramentos”. As paróquias necessitam de aparecer como espaço de fraternidade, de comunhão, de união na pluralidade, de entreajuda.
Segundo Bento XVI, precisam de repetir a primeira experiência da Igreja, de «crescer em entendimento e coesão fraterna, a partir da oração e escuta da Palavra de Deus, e duma melhor participação na celebração da Eucaristia.»
O serviço dos pobres e dos doentes, a preocupação missionária com as comunidades próximas ou doutras latitudes, são desafios a enfrentar, proporcionadores de vitalidade para quem os procura vencer; são”searas”de evangelização especialmente queridas por Jesus. (Mt 25, 31-46 e Mc 16, 15)
É o Espírito quem faz com que o povo se torne Povo de Deus e se constitua em Comunidade Paroquial:
Comunidade com Deus, onde Ele é a força do seu povo.(Act 2, 4).
Comunidade onde todos se podem entender, compreender, perdoar, aceitar e amar. (Act 2, 9-11).
Comunidade de encontro para onde Deus convoca todos os que vivem separados ou menos unidos. (Act 2, 5-11)
O Beato João XXIII chamou à Paróquia «Fonte da Aldeia». Cabe a todos nós não a deixar secar.
 
 
publicado por aosabordapena às 14:42
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08
Jul 05

 

           

 

Conforme plano de actividades do Conselho Central da Sociedade de S. Vicente de Paulo da nossa Diocese, realizou-se de 9 a 12 de Junho de 2005, uma peregrinação ao Santuário Mariano de Lourdes integrando, para além de vicentinos, elementos da Paróquia de S. Tiago e de outras comunidades, num total de 52 participantes, entre os quais o seu conselheiro espiritual, Sr. P. José Carlos.

Dia 9 – A partir das 4 horas e 30 minutos da manhã, começaram a chegar os participantes, bem dispostos, apesar do “toque de alvorada” ter acontecido mais cedo.

Estava uma óptima manhã, uma temperatura agradável, e às 5 horas rumámos em direcção a Saragoça, antiga capital do Reino de Aragão, situada nas margens do rio Ebro.

O sol depressa fez a sua aparição. Uma suave claridade e uma leve tonalidade avermelhada proporcionaram um belo espectáculo.

Entre o apreciar das várias paisagens e um retemperador e irresistível cochilo, lá fomos devorando quilómetros através da interminável Espanha, tão característica e diversificada.

Chegados a Saragoça, o estômago já começava a ressentir-se. Daí a sentarmo-nos à mesa, pouco demorou.

Após saborear o primeiro prato, houve alguma agitação, pois havíamos sido induzidos em erro, já que aquele não era o nosso restaurante e a ementa, quiçá, não fosse a mesma.

E agora? Após os momentos iniciais de embaraço e estupefacção e a esforçada e rápida intervenção do Domingos Poças, o incidente foi sanado e pudemos concluir em paz a refeição.

Cá fora o sol era então abrasador. O guia que nos devia orientar na cidade acabou por não aparecer. Apesar do desencontro, não desanimámos e fomos visitar a Catedral Basílica de Nossa Senhora do Pilar, do séc. XVII – XVIII, magnífica pela sua imponência, pela riqueza das suas decorações, pelos belos altares donde sobressaía o da Virgem, pela ambiência espiritual que se respirava.

Daí passámos à Catedral Metropolitana La Seo do Salvador, do séc. XII-XIV, reflexo da fé, da história e da arte de Aragão.

Magníficos, entre outros, são a fachada principal, o retábulo do Altar-Mor, o Cristo de La Seo e o Relicário de San Valero.

De novo tomámos o autocarro, pois esperava-nos uma nova e prolongada etapa.

Após alguns contratempos, (quem nunca se enganou?), cansados, chegámos, por volta da meia-noite ao Principado de Andorra, pequena região dos Pirinéus (465 Km2), colocada desde 1607 sob a soberania conjunta do Presidente da França e do Bispo de Urgel, na Espanha.

A manhã do dia 10 foi ocupada a fazer compras e a visitar alguns pontos de interesse turístico e religioso da capital, Andorra La Vella.

Após o almoço, fizemo-nos à estrada. Os Pirinéus provocaram a nossa admiração e encanto, com os seus picos alcantilados salpicados de neve, com cascatas reluzentes deslizando pelas suas faldas verdejantes onde o gado se banqueteava.

Chegados a Lourdes, sita nas margens do Pau, objectivo primeiro da nossa peregrinação e após o jantar no Hotel de Providence, (tão poupadinhos nos copos, toalhas e guardanapos! Nunca tal se tinha visto! A crise é grande mas nem tanto!), fomos visitar e venerar a Mãe na gruta de Massabielle, onde apareceu a Santa Bernadette de Soubirous, tendo, por feliz coincidência e especial privilégio, assistido à Santa Missa a que se seguiu a Exposição do Santíssimo Sacramento.

Dia 11, houve celebração da Eucaristia presidida pelo P. José Carlos, numa capela lateral do Santuário tendo colocado aos pés da Virgem as nossas intenções a que se seguiu a Via-Sacra e visita às duas basílicas.

Após o almoço e da compra de “souvenirs”, tomámos o rumo de Santilhana Del Mar, na Cantábria.

As extensas planuras verdejantes do sul de França desfilavam perante os nossos olhos.

Densos tufos de vegetação ornavam a paisagem e faziam-nos elevar o pensamento até Deus agradecendo-Lhe as maravilhas que criou e pôs à disposição do homem.

Antes de chegar ao nosso destino, a chuva fez a sua aparição, tendo sido assolados por grossas bátegas de água. A trovoada lá ao longe anunciava-se, com raios rasgando os céus. Porém, e ainda bem, depressa se esfumou.

Chegados a Santilhana Del Mar, fomos confrontados com um pequeno paraíso verdejante, calmo, de bela traça arquitectónica, com belíssimas casas senhoriais, devidamente aproveitadas, um misto de ambiente rural, citadino, respirando história e tradição.

Domingo, dia 12, pela manhã fomos visitar o Museu de Altamira, localidade pré-histórica, célebre pelas suas grutas com pinturas rupestres.

Foi um regresso ao passado, (entre 30.000 e 10.000 anos antes de Cristo).

Uma autêntica lição de história, com pinturas rupestres nas cavernas onde o

homem pré-histórico se viu obrigado a viver, representando figuras de animais, como mamutes, cavalos selvagens e cervos.

Tais obras são por certo, testemunhas de práticas de magia com que o homem acreditava adquirir o controle das forças misteriosas da natureza.

Ossadas, instrumentos utilitários, restos de comida, de cinzas, fizeram-nos pensar que esse homem pré-histórico, rude e selvagem, contribuiu com a sua destreza, habilidade e história para que a nossa, possa hoje existir com o nível de desenvolvimento de que todos nós usufruímos.

Após esta visita, assistimos na Colegiata, à Eucaristia do 11º. Domingo do Tempo Comum, concelebrada pelo nosso pároco e conselheiro espiritual, tendo o presidente da celebração referido, na homilia, o dever de agradecer a Deus por tudo o que Dele recebemos; que “nosso” só é aquilo que fazemos, pelo que devemos dar grátis aquilo que grátis recebemos de Deus.

Após o almoço, iniciou-se a viagem de regresso rumo a Oviedo.

À nossa esquerda, ficavam para trás os flancos escarpados dos Picos da Europa cobertos de densa neblina.

O “reino das Astúrias” aparecia com a sua beleza bucólica, os seus verdes, onde os animais se deliciavam, mesclados de habitações devidamente casadas com a natureza envolvente.

A cordilheira cantábrica, com as suas escarpas imponentes que esmagam o homem pela sua grandiosidade, era ultrapassada através de numerosos túneis rasgados pelo homem no seio da mãe natureza.

Extensos lagos de água amenizavam a paisagem agreste, deliciavam a nossa vista e desafiavam a nossa imaginação.

Entrados na região de Castela-Leão, caracterizada por grandes áreas planálticas, imensos matagais de giestas floridas embelezavam as suas encostas, dando lugar agora a uma paisagem mais sóbria e austera, onde pontificavam os pinheiros, os carvalhos e árvores rasteiras, a lonjura e planura dos campos lioneses e zamoranos devidamente aproveitados economicamente, que é um regalo observar.

Por fim, cansados mas satisfeitos, chegámos a Bragança cerca das 20 horas e 30 minutos onde nos esperavam os familiares, os amigos e o conforto da nossa casa.

“Caminhos” deseja agradecer ao Presidente do Conselho Central Sr. Domingos Poças a sua dedicação, empenho e espírito de sacrifício tidos não só na organização da viagem, com também para que, ao longo dela, tudo corresse bem. É pois merecedor do nosso reconhecimento, bem como a Ex.ª. Câmara Municipal de Bragança que muito generosamente disponibilizou o transporte e pessoal na pessoa dos condutores, Srs. César e Camilo.

Resta realçar o espírito de convívio, entreajuda e compreensão de todos os participantes.

Apesar de tudo, o saldo foi positivo. É uma experiência a repetir.

 

 


03
Abr 05

 

Como já vem habitual na quadra pascal, o Conselho Central Diocesano da Sociedade de S. Vicente de Paulo, procedeu à distribuição de cabazes contendo bens essenciais ao folar de 27 famílias carenciadas da nossa cidade.

Com este gesto, quiseram os vicentinos com o seu esforço e boa vontade, aliados à generosidade dos seus benfeitores, nestes incluindo, de modo muito especial, a comunidade da Paróquia de S. Tiago, que de forma exemplar correspondeu ao apelo que lhe foi lançado no período quaresmal, no sentido de uma vivência cristã materializada na prática activa da caridade, procurar minorar o sofrimento daqueles que mais precisam, dando-lhes alguns bens que possam contribuir para tornar a sua Páscoa mais feliz e consentânea com o verdadeiro espírito pascal.

Com efeito, os vicentinos como é próprio do seu carisma e à semelhança dos discípulos de Emaús, procuram reconhecer, aquando do contacto pessoal, Cristo Vivo e Ressuscitado nesses irmãos que balbuciam palavras de agradecimento e reprimem, por vezes, lágrimas que teimosamente tendem a aflorar.

Na alegria deste pouco dar e muito receber, está a recompensa do Senhor.

 

 

 

publicado por aosabordapena às 15:06

15
Jan 05

 

 

 Imagem da Net
  
Decorre de 18 a 25 de Janeiro, a Semana da Unidade Cristã. É pois tempo de reflexão acerca deste tema ao qual aludiu D. António Montes Moreira aquando da realização da Assembleia Regulamentar do Conselho Central da Sociedade de S. Vicente de Paulo, no passado dia 11 de Dezembro, afirmando: “A Igreja é uma comunidade, e uma paróquia não é uma estação de serviços de assistência religiosa. Uma paróquia é uma comunidade, e vivendo-se bem esse espírito comunitário, então é mais fácil criar movimentos de caridade”.
De facto, vivendo em comunidade, tudo se torna mais fácil, tudo tem mais sentido. Da união de vontades, de projectos e de entendimentos federados à volta do Pároco, pólo aglutinador dos anseios e necessidades da comunidade, resultará por certo uma comunidade mais viva e actuante, um exemplo para aqueles que vivem à margem do Reino de Deus.
Daí a importância de saber viver em comunidade. E, viver em comunidade é alegrarmo-nos com o êxito dos outros; é fazer os impossíveis por participar em todos os actos nos quais a paróquia está envolvida; é contribuir para que tudo corra bem; é sentir como nossa a angústia do fracasso quando algo não corre bem; é saber fazer e saber estar, sempre em espírito de serviço.
Mal vai uma paróquia quando minada por sentimentos de rivalidade, de competição e de ciúmes. Poderá ser um somatório de boas vontades individuais, mas paróquia é que não é.
Com estas considerações, não se pretende criticar nada nem ninguém, mas tão-somente provocar uma reflexão individual e contribuir para um aperfeiçoamento da nossa vida comunitária, da nossa relação com Deus e com os outros.
Graças a Deus que na nossa Paróquia se tem trabalhado e bem. Tal facto é visível na vertente litúrgica, social, catequética, informativa, apostólica, administrativa, etc. …
«A paróquia é a comunidade eucarística e o coração da vida litúrgica das famílias cristãs. (Cat.I. Cat. 2226) O local por excelência para louvar a Deus. Seria impensável pretender estar em íntima união com Deus, sem estar em união com os que se sentam ao nosso lado.
Diz S. João Crisóstomo (Incomprehens 3, 6), que “tu não podes rezar em tua casa como na igreja, onde muitos se reúnem, onde o grito é lançado a Deus de um só coração. Há lá qualquer coisa mais: a união dos espíritos, a harmonia das almas, o laço de caridade, as orações dos sacerdotes”.
Por isso, se queremos viver autenticamente na graça de Deus, não nos resta outra solução senão viver, cada vez mais, em comunidade.
Não desperdicemos oportunidades.
 
publicado por aosabordapena às 14:50

08
Jun 04

 

 

O Santuário do Menino Jesus de Praga, em Avessadas, Marco de Canaveses, foi, este ano, o destino da peregrinação anual da Catequese e teve lugar no dia 8 de Maio de 2004.

Desde bem cedo, os 41 participantes afluíram ao largo em frente da nossa Igreja Matriz, onde nos aguardava o autocarro da Câmara Municipal de Bragança, cuja cedência muito agradecemos.

Mochilas às costas, rostos bem dispostos pois o dia, contrariando os seus antecessores, mostrava-se limpo, prenunciando um magnífico dia de sol, o que na verdade, veio a acontecer.

Feita a oração da manhã na qual se incluiu a oração de bênção que é uso fazer-se no início duma peregrinação, lá fomos devorando quilómetros do IP 4, bordejado por uma magnífica paisagem, onde pontificavam os verdes salpicados por inúmeros matizes, dentre os quais sobressaíam os amarelos

das giestas floridas.

Bem lá no coração do Marão a primeira paragem para “matar o bicho” e tomar o café da manhã.

Reiniciado o trajecto, e como não podia deixar de ser no mês dedicado a Nossa Senhora, foi rezado o terço.

Cerca das 11 horas, chegámos à cidade de Marco de Canaveses, localizada num dos locais mais férteis do Douro, terra de lendas, de numerosas mamoas, de casas solarengas, cujos fundamentos históricos mergulham num passado milenar, cuja história se encontra marcada nas enormes rochas que embelezam a natureza, dando-lhe um toque de grandiosidade e magnificência.

À nossa espera, o Sr. Padre Agostinho dos Reis Leal, reitor do Santuário e membro da comunidade dos Padres Carmelitas Descalços aí também residente, o qual, durante a Eucaristia a que presidiu, nos falou da Mensagem do Senhor que Paulo e Barnabé, apesar dos insultos não deixaram de anunciar, referindo que “nos dias de hoje, também não é fácil ser cristão”.

O porquê do Santuário do Menino Jesus de Praga, em Avessadas e a importância da invocação de Jesus na humanidade da Sua Santa infância, o valor e significado do Escapulário de Nossa Senhora do Carmo, foram também temas que sugestivamente nos expôs.

De referir ainda que no momento de Acção de Graças, foi feita a consagração ao Menino Jesus que é usual fazer nas peregrinações.

Após a Eucaristia, seguiu-se a hora da fotografia da praxe, da aquisição de recordações e do já “desejado” almoço no parque de merendas que o Sr. Padre Agostinho simpaticamente nos disponibilizou.

Pela sua generosidade, e pela maneira amiga e hospitaleira como nos recebeu e acompanhou, o nosso muito obrigado.

Reconfortado o corpo, seguiu-se uma breve visita ao Santuário de Nossa Senhora do Castelinho donde se desfruta uma magnífica paisagem e uma visita à Igreja de Santa Maria, obra da autoria do Arq. Siza Vieira, onde o Sr. Dr. António da Rocha Marques nos explicou com pormenor, os diversos elementos que compõem aquela magnífica e desconcertante “Casa do Senhor”, a quem agradecemos pela sua disponibilidade.

A porta de entrada, o baptistério, a janela oblonga lateral, a parede oval, o altar-mor, o Sacrário, o ambão, a Cruz, a cadeira do presidente da celebração, a localização da imagem de Nossa Senhora, a claridade e a luz que invadem o templo, a configuração das cadeiras, foram objecto de esclarecimento e explicitada a sua ligação simbólica com o culto e com o ambiente de calma e tranquilidade que se deseja, propício à oração e ao encontro íntimo com Deus.

Cerca das 17 horas, rumámos em direcção à Régua.

Um panorama deslumbrante de montanhas e vales profundos, os solares e as casas grandes integradas nos terrenos de socalcos, onde o “vinho fino” amadurece nas vides, os verdes e os amarelos da paisagem, foram alguns dos tópicos que nos fizeram esquecer a estrada estreita e sinuosa que nos levou até ao rio Douro, mais concretamente, ao Peso da Régua, centro de comunicações ferroviárias, local onde antigamente atracavam os rabelos do Douro, hoje, substituídos por luxuosos barcos turísticos.

Após o lanche, o regresso. A boa disposição continuava a reinar.

Antes de chegar à nossa cidade, o que aconteceu por volta das 21 horas, agradecemos a Deus, por intermédio do Menino Jesus e de Nossa Senhora do Carmo, este magnífico dia de alegria, convívio, oração, cultura e enriquecimento pessoal.

publicado por aosabordapena às 19:05

08
Mai 04

 

 

 

Realizou-se nos dias 17 e 18 de Abril de 2004, a peregrinação nacional da Sociedade de S. Vicente de Paulo a Fátima, subordinada ao tema “Honra teu Pai e tua Mãe”, a qual foi presidida por Sua Excelência Reverendíssima o Senhor D. Manuel Martins, Bispo Emérito de Setúbal.

Do Conselho Central da Diocese, estiveram presentes 33 elementos entre vicentinos e acompanhantes.

Do programa, apraz salientar a realização da Assembleia Vicentina, no Centro Apostólico Paulo VI, o qual se encontrava repleto, a Saudação a Nossa Senhora na Capelinha das Aparições, a renovação do Compromisso Vicentino e consagração à Virgem e a adoração do Santíssimo Sacramento na Basílica.

Fátima … é sempre Fátima. Ponto de encontro de raças, povos e línguas, a Cova da Iria, esteja sol, frio ou chuva, continua a exercer o seu fascínio e a tocar os sentimentos mais profundos de todos aqueles que rumam ao Altar do Mundo para procurar a paz e o perdão, redobrar as forças, agradecer as graças obtidas ou colocar nas mãos da Mãe os problemas, angústias e aflições.

Assim aconteceu mais uma vez também com os vicentinos que anualmente vêm junto da sua protectora para a saudar e pedir ajuda e estímulo para continuar a luta contra as desigualdades e mergulhar na aventura da partilha e da descoberta do “Servo Sofredor” na pessoa do pobre, do marginalizado, nesta sociedade de egoísmos, «da imagem, da ostentação e do economicismo» e cuja maioria anónima e silenciosa sofre de solidão, de privações de vária ordem e da indiferença daqueles que foram bafejados pela sorte.

Fazendo minhas, as palavras de D. Manuel Martins «o que aconteceu em Fátima, não foi mais uma peregrinação ou mais uma assembleia. Foi sobretudo uma experiência pascal de Cristo Vivo, de Cristo Ressuscitado».

 

 

 

publicado por aosabordapena às 19:36

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