Um singelo espaço de reflexão pessoal. Lugar de afectos, espiritualidade e outras coisas da vida.

08
Jul 05

 

           

 

Conforme plano de actividades do Conselho Central da Sociedade de S. Vicente de Paulo da nossa Diocese, realizou-se de 9 a 12 de Junho de 2005, uma peregrinação ao Santuário Mariano de Lourdes integrando, para além de vicentinos, elementos da Paróquia de S. Tiago e de outras comunidades, num total de 52 participantes, entre os quais o seu conselheiro espiritual, Sr. P. José Carlos.

Dia 9 – A partir das 4 horas e 30 minutos da manhã, começaram a chegar os participantes, bem dispostos, apesar do “toque de alvorada” ter acontecido mais cedo.

Estava uma óptima manhã, uma temperatura agradável, e às 5 horas rumámos em direcção a Saragoça, antiga capital do Reino de Aragão, situada nas margens do rio Ebro.

O sol depressa fez a sua aparição. Uma suave claridade e uma leve tonalidade avermelhada proporcionaram um belo espectáculo.

Entre o apreciar das várias paisagens e um retemperador e irresistível cochilo, lá fomos devorando quilómetros através da interminável Espanha, tão característica e diversificada.

Chegados a Saragoça, o estômago já começava a ressentir-se. Daí a sentarmo-nos à mesa, pouco demorou.

Após saborear o primeiro prato, houve alguma agitação, pois havíamos sido induzidos em erro, já que aquele não era o nosso restaurante e a ementa, quiçá, não fosse a mesma.

E agora? Após os momentos iniciais de embaraço e estupefacção e a esforçada e rápida intervenção do Domingos Poças, o incidente foi sanado e pudemos concluir em paz a refeição.

Cá fora o sol era então abrasador. O guia que nos devia orientar na cidade acabou por não aparecer. Apesar do desencontro, não desanimámos e fomos visitar a Catedral Basílica de Nossa Senhora do Pilar, do séc. XVII – XVIII, magnífica pela sua imponência, pela riqueza das suas decorações, pelos belos altares donde sobressaía o da Virgem, pela ambiência espiritual que se respirava.

Daí passámos à Catedral Metropolitana La Seo do Salvador, do séc. XII-XIV, reflexo da fé, da história e da arte de Aragão.

Magníficos, entre outros, são a fachada principal, o retábulo do Altar-Mor, o Cristo de La Seo e o Relicário de San Valero.

De novo tomámos o autocarro, pois esperava-nos uma nova e prolongada etapa.

Após alguns contratempos, (quem nunca se enganou?), cansados, chegámos, por volta da meia-noite ao Principado de Andorra, pequena região dos Pirinéus (465 Km2), colocada desde 1607 sob a soberania conjunta do Presidente da França e do Bispo de Urgel, na Espanha.

A manhã do dia 10 foi ocupada a fazer compras e a visitar alguns pontos de interesse turístico e religioso da capital, Andorra La Vella.

Após o almoço, fizemo-nos à estrada. Os Pirinéus provocaram a nossa admiração e encanto, com os seus picos alcantilados salpicados de neve, com cascatas reluzentes deslizando pelas suas faldas verdejantes onde o gado se banqueteava.

Chegados a Lourdes, sita nas margens do Pau, objectivo primeiro da nossa peregrinação e após o jantar no Hotel de Providence, (tão poupadinhos nos copos, toalhas e guardanapos! Nunca tal se tinha visto! A crise é grande mas nem tanto!), fomos visitar e venerar a Mãe na gruta de Massabielle, onde apareceu a Santa Bernadette de Soubirous, tendo, por feliz coincidência e especial privilégio, assistido à Santa Missa a que se seguiu a Exposição do Santíssimo Sacramento.

Dia 11, houve celebração da Eucaristia presidida pelo P. José Carlos, numa capela lateral do Santuário tendo colocado aos pés da Virgem as nossas intenções a que se seguiu a Via-Sacra e visita às duas basílicas.

Após o almoço e da compra de “souvenirs”, tomámos o rumo de Santilhana Del Mar, na Cantábria.

As extensas planuras verdejantes do sul de França desfilavam perante os nossos olhos.

Densos tufos de vegetação ornavam a paisagem e faziam-nos elevar o pensamento até Deus agradecendo-Lhe as maravilhas que criou e pôs à disposição do homem.

Antes de chegar ao nosso destino, a chuva fez a sua aparição, tendo sido assolados por grossas bátegas de água. A trovoada lá ao longe anunciava-se, com raios rasgando os céus. Porém, e ainda bem, depressa se esfumou.

Chegados a Santilhana Del Mar, fomos confrontados com um pequeno paraíso verdejante, calmo, de bela traça arquitectónica, com belíssimas casas senhoriais, devidamente aproveitadas, um misto de ambiente rural, citadino, respirando história e tradição.

Domingo, dia 12, pela manhã fomos visitar o Museu de Altamira, localidade pré-histórica, célebre pelas suas grutas com pinturas rupestres.

Foi um regresso ao passado, (entre 30.000 e 10.000 anos antes de Cristo).

Uma autêntica lição de história, com pinturas rupestres nas cavernas onde o

homem pré-histórico se viu obrigado a viver, representando figuras de animais, como mamutes, cavalos selvagens e cervos.

Tais obras são por certo, testemunhas de práticas de magia com que o homem acreditava adquirir o controle das forças misteriosas da natureza.

Ossadas, instrumentos utilitários, restos de comida, de cinzas, fizeram-nos pensar que esse homem pré-histórico, rude e selvagem, contribuiu com a sua destreza, habilidade e história para que a nossa, possa hoje existir com o nível de desenvolvimento de que todos nós usufruímos.

Após esta visita, assistimos na Colegiata, à Eucaristia do 11º. Domingo do Tempo Comum, concelebrada pelo nosso pároco e conselheiro espiritual, tendo o presidente da celebração referido, na homilia, o dever de agradecer a Deus por tudo o que Dele recebemos; que “nosso” só é aquilo que fazemos, pelo que devemos dar grátis aquilo que grátis recebemos de Deus.

Após o almoço, iniciou-se a viagem de regresso rumo a Oviedo.

À nossa esquerda, ficavam para trás os flancos escarpados dos Picos da Europa cobertos de densa neblina.

O “reino das Astúrias” aparecia com a sua beleza bucólica, os seus verdes, onde os animais se deliciavam, mesclados de habitações devidamente casadas com a natureza envolvente.

A cordilheira cantábrica, com as suas escarpas imponentes que esmagam o homem pela sua grandiosidade, era ultrapassada através de numerosos túneis rasgados pelo homem no seio da mãe natureza.

Extensos lagos de água amenizavam a paisagem agreste, deliciavam a nossa vista e desafiavam a nossa imaginação.

Entrados na região de Castela-Leão, caracterizada por grandes áreas planálticas, imensos matagais de giestas floridas embelezavam as suas encostas, dando lugar agora a uma paisagem mais sóbria e austera, onde pontificavam os pinheiros, os carvalhos e árvores rasteiras, a lonjura e planura dos campos lioneses e zamoranos devidamente aproveitados economicamente, que é um regalo observar.

Por fim, cansados mas satisfeitos, chegámos a Bragança cerca das 20 horas e 30 minutos onde nos esperavam os familiares, os amigos e o conforto da nossa casa.

“Caminhos” deseja agradecer ao Presidente do Conselho Central Sr. Domingos Poças a sua dedicação, empenho e espírito de sacrifício tidos não só na organização da viagem, com também para que, ao longo dela, tudo corresse bem. É pois merecedor do nosso reconhecimento, bem como a Ex.ª. Câmara Municipal de Bragança que muito generosamente disponibilizou o transporte e pessoal na pessoa dos condutores, Srs. César e Camilo.

Resta realçar o espírito de convívio, entreajuda e compreensão de todos os participantes.

Apesar de tudo, o saldo foi positivo. É uma experiência a repetir.

 

 


08
Jun 04

 

 

O Santuário do Menino Jesus de Praga, em Avessadas, Marco de Canaveses, foi, este ano, o destino da peregrinação anual da Catequese e teve lugar no dia 8 de Maio de 2004.

Desde bem cedo, os 41 participantes afluíram ao largo em frente da nossa Igreja Matriz, onde nos aguardava o autocarro da Câmara Municipal de Bragança, cuja cedência muito agradecemos.

Mochilas às costas, rostos bem dispostos pois o dia, contrariando os seus antecessores, mostrava-se limpo, prenunciando um magnífico dia de sol, o que na verdade, veio a acontecer.

Feita a oração da manhã na qual se incluiu a oração de bênção que é uso fazer-se no início duma peregrinação, lá fomos devorando quilómetros do IP 4, bordejado por uma magnífica paisagem, onde pontificavam os verdes salpicados por inúmeros matizes, dentre os quais sobressaíam os amarelos

das giestas floridas.

Bem lá no coração do Marão a primeira paragem para “matar o bicho” e tomar o café da manhã.

Reiniciado o trajecto, e como não podia deixar de ser no mês dedicado a Nossa Senhora, foi rezado o terço.

Cerca das 11 horas, chegámos à cidade de Marco de Canaveses, localizada num dos locais mais férteis do Douro, terra de lendas, de numerosas mamoas, de casas solarengas, cujos fundamentos históricos mergulham num passado milenar, cuja história se encontra marcada nas enormes rochas que embelezam a natureza, dando-lhe um toque de grandiosidade e magnificência.

À nossa espera, o Sr. Padre Agostinho dos Reis Leal, reitor do Santuário e membro da comunidade dos Padres Carmelitas Descalços aí também residente, o qual, durante a Eucaristia a que presidiu, nos falou da Mensagem do Senhor que Paulo e Barnabé, apesar dos insultos não deixaram de anunciar, referindo que “nos dias de hoje, também não é fácil ser cristão”.

O porquê do Santuário do Menino Jesus de Praga, em Avessadas e a importância da invocação de Jesus na humanidade da Sua Santa infância, o valor e significado do Escapulário de Nossa Senhora do Carmo, foram também temas que sugestivamente nos expôs.

De referir ainda que no momento de Acção de Graças, foi feita a consagração ao Menino Jesus que é usual fazer nas peregrinações.

Após a Eucaristia, seguiu-se a hora da fotografia da praxe, da aquisição de recordações e do já “desejado” almoço no parque de merendas que o Sr. Padre Agostinho simpaticamente nos disponibilizou.

Pela sua generosidade, e pela maneira amiga e hospitaleira como nos recebeu e acompanhou, o nosso muito obrigado.

Reconfortado o corpo, seguiu-se uma breve visita ao Santuário de Nossa Senhora do Castelinho donde se desfruta uma magnífica paisagem e uma visita à Igreja de Santa Maria, obra da autoria do Arq. Siza Vieira, onde o Sr. Dr. António da Rocha Marques nos explicou com pormenor, os diversos elementos que compõem aquela magnífica e desconcertante “Casa do Senhor”, a quem agradecemos pela sua disponibilidade.

A porta de entrada, o baptistério, a janela oblonga lateral, a parede oval, o altar-mor, o Sacrário, o ambão, a Cruz, a cadeira do presidente da celebração, a localização da imagem de Nossa Senhora, a claridade e a luz que invadem o templo, a configuração das cadeiras, foram objecto de esclarecimento e explicitada a sua ligação simbólica com o culto e com o ambiente de calma e tranquilidade que se deseja, propício à oração e ao encontro íntimo com Deus.

Cerca das 17 horas, rumámos em direcção à Régua.

Um panorama deslumbrante de montanhas e vales profundos, os solares e as casas grandes integradas nos terrenos de socalcos, onde o “vinho fino” amadurece nas vides, os verdes e os amarelos da paisagem, foram alguns dos tópicos que nos fizeram esquecer a estrada estreita e sinuosa que nos levou até ao rio Douro, mais concretamente, ao Peso da Régua, centro de comunicações ferroviárias, local onde antigamente atracavam os rabelos do Douro, hoje, substituídos por luxuosos barcos turísticos.

Após o lanche, o regresso. A boa disposição continuava a reinar.

Antes de chegar à nossa cidade, o que aconteceu por volta das 21 horas, agradecemos a Deus, por intermédio do Menino Jesus e de Nossa Senhora do Carmo, este magnífico dia de alegria, convívio, oração, cultura e enriquecimento pessoal.

publicado por aosabordapena às 19:05

08
Mai 04

 

 

 

Realizou-se nos dias 17 e 18 de Abril de 2004, a peregrinação nacional da Sociedade de S. Vicente de Paulo a Fátima, subordinada ao tema “Honra teu Pai e tua Mãe”, a qual foi presidida por Sua Excelência Reverendíssima o Senhor D. Manuel Martins, Bispo Emérito de Setúbal.

Do Conselho Central da Diocese, estiveram presentes 33 elementos entre vicentinos e acompanhantes.

Do programa, apraz salientar a realização da Assembleia Vicentina, no Centro Apostólico Paulo VI, o qual se encontrava repleto, a Saudação a Nossa Senhora na Capelinha das Aparições, a renovação do Compromisso Vicentino e consagração à Virgem e a adoração do Santíssimo Sacramento na Basílica.

Fátima … é sempre Fátima. Ponto de encontro de raças, povos e línguas, a Cova da Iria, esteja sol, frio ou chuva, continua a exercer o seu fascínio e a tocar os sentimentos mais profundos de todos aqueles que rumam ao Altar do Mundo para procurar a paz e o perdão, redobrar as forças, agradecer as graças obtidas ou colocar nas mãos da Mãe os problemas, angústias e aflições.

Assim aconteceu mais uma vez também com os vicentinos que anualmente vêm junto da sua protectora para a saudar e pedir ajuda e estímulo para continuar a luta contra as desigualdades e mergulhar na aventura da partilha e da descoberta do “Servo Sofredor” na pessoa do pobre, do marginalizado, nesta sociedade de egoísmos, «da imagem, da ostentação e do economicismo» e cuja maioria anónima e silenciosa sofre de solidão, de privações de vária ordem e da indiferença daqueles que foram bafejados pela sorte.

Fazendo minhas, as palavras de D. Manuel Martins «o que aconteceu em Fátima, não foi mais uma peregrinação ou mais uma assembleia. Foi sobretudo uma experiência pascal de Cristo Vivo, de Cristo Ressuscitado».

 

 

 

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08
Mar 04

 

 

 

Decorreram de 22 a 24 de Fevereiro de 2004 as 2ªs Jornadas de Reflexão para Jovens em peregrinação a Santiago de Compostela, subordinadas aos temas: “Caminhos de Santiago” e “A Eucaristia, fonte de Amor”.

Cerca das 15 horas o autocarro transportando 38 participantes, largou das instalações da Paróquia.

Alguma apreensão pelo facto de nesse dia ter nevado bastante, não perturbou a boa disposição reinante, tendo a viagem decorrido com toda a normalidade, ponteada aqui e ali por algumas bátegas de água.

Chegados ao Monte do Gozo pelas 20 horas, era altura de providenciar pelo alojamento e de dar algum conforto ao estômago antes de ir descansar.

A manhã do dia 23 rompeu limpa, fria, mas envolta por um radioso sol de Inverno.

Foi nesse espaço de tempo que decorreram propriamente as jornadas, tendo havido lugar para exposição dos temas em debate, tempo para reflexão em pequenos grupos e, por fim, tempo para plenário, durante o qual os jovens colocaram as suas questões e dúvidas, as quais foram objecto de resposta por parte do nosso Pároco, P. José Carlos.

Da parte de tarde, e sob a orientação do guia D. Jesus Pardo Quiroga, foi-nos proporcionada uma pormenorizada visita guiada a alguns bairros da cidade, monumentos mais importantes e Catedral.

A sua fluência e saber transformaram a visita numa magistral lição de história e de catequese, salpicada de onde em onde por sugestivos e variegados pormenores.

Após o abraço ao Apóstolo e um sentido recolhimento junto do seu túmulo, teve lugar o ponto alto da nossa peregrinação com a Eucaristia celebrada pelo Sr. Arcebispo de Santiago Monsenhor D. Julián Barrio Barrio e concelebrada pelo nosso Pároco e por outro sacerdote espanhol e a Invocação da Paróquia ao Apóstolo.

Foi um privilégio que o Senhor nos quis conceder ao permitir a realização desta celebração nestas circunstâncias, plena de significado e que calou bem fundo nos nossos corações.

Sua Excelência, na homilia teve palavras de muito carinho para com todos e em especial para com os jovens a quem desafiou a “seguir Jesus sem receios”, Ele que está presente na Sagrada Eucaristia, fonte de amor e da força necessária para vencer todos os obstáculos que possam surgir.

Trabalhar ao serviço da Igreja “sem rivalidades e invejas” foi outro dos apelos que Monsenhor D, Julián nos deixou.

Na altura da Acção de Graças, teve lugar o sempre imponente e espectacular balançar do gigantesco turíbulo, o “Botafumeiro”, espalhando incenso de um ao outro extremo da nave do transepto, o espaço mais nobre da Catedral.

No fim da Eucaristia, o Sr. Arcebispo, após ter agradecido a nossa presença, desejou a todos um bom regresso a casa, tendo cumprimentado individualmente os jovens e outros elementos da Paróquia.

A manhã do dia 24 foi aproveitada para comprar os últimos” recuerdos” e após o almoço iniciámos a viagem de regresso a Bragança onde terminámos esta peregrinação do Ano Jubilar Compostelano 2004, por volta das 19 horas.

publicado por aosabordapena às 18:35

08
Out 02

 

 

Teve lugar no dia 14 de Setembro de 2002, o passeio do grupo coral da nossa Paróquia, a terras de Miranda.

Foi um dia de agradável convívio, de fraterna confraternização, que contribuiu para alicerçar laços de amizade, e renovar a vontade de um empenhamento, cada vez mais activo, na vida da comunidade paroquial.

O tempo esteve a nosso favor. O cruzeiro pelas águas calmas do Douro Internacional, ladeado de altas escarpas e imponentes rochas graníticas milenares, ponteadas, aqui e além, por tufos de vegetação, proporcionou a visão duma esmagadora beleza paisagística, onde pontificam o grifo, a cegonha preta e a águia real.

Foi um momento para reflectir acerca da nossa pequenez, perante a força e a grandiosidade da Natureza, e elevarmos no íntimo do coração, um hino de louvor e agradecimento ao Criador, pela obra magnífica que colocou ao nosso dispor, para desfrutar e preservar.

Seguiu-se uma visita ao Museu das Terras de Miranda, onde nos foi dado apreciar o “modus vivendi” tão característico das suas gentes, artes e ofícios.

Indispensável, como não podia deixar de ser foi a visita à catedral da cidade, cujo ambiente e imponência, convidam ao recolhimento, ao silêncio e oração.

Após um agradável e bem servido almoço, tivemos a oportunidade duma visita guiada ao complexo do aproveitamento hidroeléctrico de Miranda, por parte do pessoal ali em serviço, cuja disponibilidade e simpatia se registam.

A barragem com uma altura máxima de 80 metros acima das fundações, munida dum descarregador de cheias; a central, em caverna, com 80 m de comprimento, totalmente revestida em betão e equipada com 3 grupos de geradores, foram o alvo da nossa curiosidade e admiração.

De regresso, o desvio à Senhora do Nazo, foi incontornável, não só, para pedir a sua bênção, mas sobretudo, para agradecer este óptimo dia em que a alegria e a boa disposição, nunca faltaram.

 

publicado por aosabordapena às 19:26

08
Jun 02

 

 

Efectuou-se no dia 4 de Maio de 2002, o passeio que, anualmente, se realiza, com a prestimosa colaboração da Junta de Freguesia da Sé, que generosamente, nos disponibilizou meio de transporte, e a quem, publicamente agradecemos.

Este ano, e no mês dedicado à Mãe de Jesus e nossa Mãe, o passeio foi ao Santuário de Nossa Senhora da Assunção, em Vilas Boas, concelho de Vila Flor, com paragem em Mirandela, Vila Flor, e uma breve visita ao Santuário Mariano dos Cerejais, no concelho de Alfândega da Fé.

Alegria e boa disposição animaram os 34 participantes que assim puderam passar um excelente dia de sol, em animado convívio, aprendendo coisas novas, rezando e cantando.

Do Santuário, construção granítica e construído no local em que existiu outrora um castro e que terá sido um óptimo ponto de defesa, pudemos avistar as outras seis Senhoras, bem a espanhola Sanábria, o Marão, Bornes, Montesinho, Faro ou Reboredo e, na planura, o complexo agro-pecuário do Cachão.

A paisagem, pela sua singeleza, encanto e extraordinária dimensão, a todos deslumbrou.

Em Vila Flor, tivemos a oportunidade de visitar a magnífica biblioteca-museu, instalada num edifício do Século XIII.

Na biblioteca, com cerca de 20.000 volumes, são de salientar o foral de 1512, com catorze folhas ricamente iluminadas, o tombo dos bens dos condes de Sampaio, manuscrito e encadernado e com cerca de 20 kg de peso, o tombo da Vila e vária bibliografia do século XVII.

Apraz referir ainda a existência de obras de grande valor pictórico, de imagens e objectos sagrados, numismática e diversos utensílios antigos, cujo interesse e história são relevantes para o conhecimento e conservação da nossa história e cultura.

Foi um dia bem passado em que o ar puro a todos abriu o apetite e o sol ameno, convidou ao gostoso gelado.

Catequistas e jovens da nossa catequese, estão de parabéns, pela participação e forma como decorreu o passeio.

 

publicado por aosabordapena às 18:47

08
Mai 02

 

 

Realizou-se, nos dias 20 e 21 de Abril, a peregrinação nacional da Sociedade, a Fátima, cuja tema, este ano, foi: “2º Mandamento – O Nome de Deus é Santo”.

Esta peregrinação, teve a presença de cerca de 4000 vicentinos, vindos de todo o País e, foi presidida por Suas Excelências Reverendíssimas os Senhores D. Serafim Ferreira e Silva, Bispo de Leiria – Fátima e D. Óscar Braga, Bispo de Benguela, Angola.

A diocese também esteve presente, através da Conferência Vicentina masculina de S. João Baptista e feminina de Nossa Senhora de Fátima, ambas da Paróquia da Sé, e da Conferência Vicentina de S. Tiago da nossa Paróquia.

Do programa, apraz destacar, entre outros momentos, a saudação e consagração dos vicentinos à Senhora de Fátima, a renovação do compromisso vicentino na Capelinha das Aparições, bem como a Assembleia Vicentina que teve lugar no auditório do Centro Apostólico Paulo VI.

Esta teve a participação activa da diocese de Aveiro, a qual está de parabéns pela animação e alegria que soube transmitir e que contagiou a assembleia, mediante a actuação do seu Grupo de Jovens, e a representação cénica que mostrou o modo de ser e viver aveirenses, suas actividades, trajes e figuras, entre as quais sobressai a da Princesa Santa Joana, (diga-se, de passagem, que a Igreja Católica apenas a reconhece oficialmente como Beata), modelo de virtudes e de fé, religiosa beatificada em 1693, pelo Papa Inocêncio XII.

Tanto os cânticos, como a encenação apresentada, deixaram no ar um suave cheiro a maresia.

O desenvolvimento do tema da peregrinação foi, brilhantemente, apresentado pelo P. Carlos Azevedo, vice-reitor da Universidade Católica de Lisboa.

O nome de Deus é para os homens, atracção, temor, respeito e, sobretudo, proximidade: “Moisés desviou o olhar, porque teve medo de olhar para Deus”. “Tenho visto como sofre o Meu povo, por isso, estou decidido a ir libertá-lo”. (Ex 3, 6-8)

Foi ainda referida a urgência de fugir da idolatria, qualquer que ela seja, da superstição, da magia, de não ter medo da opinião pública, de questionar ou recusar o “pronto a pensar” que a televisão, a comunicação social e a publicidade nos querem impor.

Todos os homens são chamados a servir a Deus, e não, manipulando o Seu Nome, a servir-se de Deus e, em Seu Nome, cometer as maiores atrocidades.

Para isso, é necessário que todos O conheçam, e que haja uma disponibilidade interior, uma dimensão espiritual que galvanize as suas vidas, com vista a servir o Deus Vivo, que, por vezes, desconcerta, mas que está sempre pronto a ajudar.

“Senhor, que queres que eu faça?”, deve ser a principal preocupação de todos os cristãos.

Os cristãos e, em especial, os vicentinos, foram desafiados a ser servidores da Santidade de Deus: Deus Santo, para compreender a vida, o cosmos e os sinais dos tempos; Deus Santo, para servir, mediante gestos concretos de serviço; Deus Santo, para celebrar, na alegria e como fonte de esperança.

Todos somos convidados à festa, à gratuitidade da espera, enquanto não formos chamados para entrar na “Jerusalém Celeste”.

Os vicentinos, são pelo seu carisma, chamados a acariciar os carenciados, a abanar os bem instalados na vida, a denunciar as injustiças e a combater as desigualdades.

Deus Santo, pobre e humilde, precisa da nossa ajuda para testemunhar o Seu Amor por todos os homens. Não Lha recusemos.

 

 

 

publicado por aosabordapena às 19:19

08
Set 01

 

 

Realizou-se no próximo passado mês de Agosto, de 5 a 10, no Seminário do Verbo Divino, em Fátima, um Encontro Internacional de Oficinistas, encontro de “Experiência de Deus”, cujo animador foi o próprio fundador das Oficinas de Oração e Vida, Frei Ignácio Larrañaga.

Dos 400 participantes, oriundos de todas as dioceses do país e de alguns países lusófonos, cerca de 60 pertenciam à nossa diocese.

O encontro decorreu dentro da maior espiritualidade e numa atmosfera de silêncio e recolhimento, propícia à elevação e contemplação de Deus.

Frei Ignácio, com sabedoria e comunicação fácil, incisiva e penetrante, soube conduzir os presentes e incentivá-los à procura de Deus, eterna odisseia e aventura incessante, e fazê-los reflectir sobre os problemas que ensombram a vida dos católicos, tais como, a atrofia espiritual, a necessidade do revigoramento da fé, o compromisso vital na pessoa de Jesus.

Como Maria, a Senhora do Silêncio, Mãe Peregrina, foram os participantes convidados a abandonar-se nas mãos de Deus, como instrumentos dóceis, dispostos como Ela, a fazer a Sua vontade.

Reconciliação com o passado, sabedoria para enfrentar a batalha da vida, encontro com Deus na graça e na natureza, foram temas fortes de meditação que predispuseram os oficinistas à conquista da paz, ao desejo intenso de viver como Jesus viveu, na mansidão, paciência e humildade, numa relação de intimidade com Deus, no mar imenso das bem-aventuranças.

Com este encontro, as Oficinas de Oração saíram fortalecidas e apelam a todos os que as não conhecem, que não tenham medo. Venham experimentar a doçura de adorar a Deus, o bálsamo de alcançar a paz interior, o alívio de abandonar as mágoas, dores e sofrimento nas mãos de Deus.

 

 

publicado por aosabordapena às 18:21

08
Jun 00

 

 

Os dias 12 e 13 de Maio do ano 2000 ficarão na história da Igreja e do País, como marcos indeléveis e irrepetíveis.

A vinda, pela terceira vez, de Sua Santidade, o Papa João Paulo II, a Portugal, a beatificação dos dois irmãos, Francisco e Jacinta Marto, e a revelação da terceira parte do segredo de Fátima, foram pontos altos da 83ª Peregrinação comemorativa das Aparições, na Cova da Iria.

Os 650.000 peregrinos, representantes de 21 países, que foram testemunhas de gestos e sinais sem precedentes, protagonizados por João Paulo II, não olvidarão, tão depressa, esta jornada memorável de afirmação de fé e de alegria.

Um frémito caloroso de emotividade percorreu a imensa multidão concentrada no Santuário, quando o Papa apareceu na Cruz Alta.

Os cânticos, o desfraldar das bandeiras, os braços acenando, a satisfação estampada nos rostos, os vivas e saudações, transformaram a realidade temporal envolvendo num ambiente de euforia a que o Papa correspondia, acenando com ternura.

O seu semblante sereno, o seu sorriso e o seu olhar paternais calaram fundo no coração de todos.

A sua imagem física, denotando, simultaneamente, sofrimento, coragem e vontade de querer estar, ficará, indelevelmente, na retina de todos os que a puderam visualizar.

Chegado à Capelinha das Aparições, onde, como peregrino, vem agradecer à Virgem o dom da vida, são solicitados uns minutos de silêncio e feito um convite para acompanhar o Papa na sua oração. Um calafrio percorreu o recinto. O silêncio era total. O coração de todos, as preces no silêncio das almas, unem-se ao Papa, durante seis preciosos minutos, após o que, ele próprio convida para rezar em conjunto uma Avé Maria.

De joelhos em terra, é o primeiro sinal de comunhão que a todos une e toca profundamente e que, por certo, muito terá sensibilizado a Senhora de Fátima.

Segue-se outro gesto de profundo significado. João Paulo II levanta-se e caminhando com esforço, deposita junto à Virgem um anel que lhe havia sido oferecido, aquando da sua sagração papal.

É a entrega total do seu pontificado, o tudo da sua vida, ali doado à Virgem.

Terminado o primeiro dia, João Paulo II recolhe à Casa de Nossa Senhora do Carmo, onde pernoita e recupera forças para o dia seguinte.

Os peregrinos, após as cerimónias, permanecem no Santuário, defendendo o metro quadrado onde se situam e que lhes iria proporcionar o melhor local para assistir à proclamação solene da Beatificação dos Pastorinhos, a qual ocorreu, eram exactamente 9 horas e 54 minutos.

Grande ovação ecoou nos céus de Fátima. Francisco e Jacinta são declarados Beatos e a sua festa é fixada no dia 20 de Fevereiro. A Igreja ficou mais enriquecida e a irmã Lúcia sorriu docemente.

Na homilia da celebração eucarística, o Sumo Pontífice realçou a importância da educação das crianças, e realçou o comportamento de Francisco e Jacinta, que apontou aos milhares de crianças de diferentes regiões do País ali presentes, como exemplos, e recordou os males e as muitas vítimas do último século do segundo milénio.

Terminada a Eucaristia, aconteceu um duplo adeus: adeus à Virgem, mais uma vez repetido na Cova da Iria, mas, que, nem por isso, deixa de constituir um dos seus sinais mais expressivos e sempre comovente, com centenas de milhares de lenços brancos acenando à Senhora de Fátima, num gesto de súplica e gratidão. O outro adeus, foi ao Papa, que ouviu os peregrinos cantar-lhe os “parabéns a você” antecipados, do seu 80º aniversário natalício.

Visivelmente feliz, o Santo Padre corresponde, abençoando.

É a hora da despedida. A multidão começa a movimentar-se e o recinto, paulatinamente, esvazia-se, sob o olhar atento das duas crianças recém beatificadas.

 

 

 

 


 

 

Realizou-se nos dias 15 e 16 de Abril de 2000, a peregrinação nacional da Sociedade de S. Vicente de Paulo, a Fátima.

Se a chuva e o frio intensos arrefeceram os corpos dos cerca de 5.000 vicentinos, o ânimo e a vontade de querer estar presentes e de participar activamente neste evento, nunca esmoreceu.

O desejo de estar junto da Senhora de Fátima, desde cedo, concentrou, junto da Capelinha das Aparições, grande número de vicentinos que aguardavam a chegada do desfile, iniciado na Cruz Alta.

A saudação à Virgem, feita em coro, separadamente, pelos representantes de todos os distritos, dizendo “Avé Maria”, feita com emoção, e a proximidade com Maria, pareceu como se fosse quase fisicamente real.

A renovação do compromisso vicentino feito a seus pés adquiriu maior relevância. O seu exemplo de fidelidade a Deus, é para os vicentinos, o modelo perfeito, a força que ajuda a honrar o compromisso de servir a Cristo, na pessoa do pobre.

Seguiu-se a Assembleia Vicentina, no Auditório Apostólico Paulo VI, que se encontrava literalmente cheio. A atenção de todos era patente e o programa, bem delineado, proporcionou, ao longo da tarde, não só momentos de boa disposição, como também de meditação e enriquecimento espiritual.

O tema desenvolvido «Deus fez-se homem em Maria», perfeitamente integrado neste Ano Jubilar, levou o nosso pensamento a peregrinar por várias dimensões. O simbolismo, de «estarmos a caminho» acompanhando Jesus Cristo, é de extrema importância.

O convite e o desafio lançados, de forma cativante, pelo Conselheiro Espiritual fez-nos percorrer as etapas da vida de Jesus Peregrino que veio do seio do Pai ao seio da Virgem (ao seio da nossa terra)», que se fez homem, em tudo semelhante a nós, excepto no pecado, que viveu no meio de nós, experimentando todos os sentimentos e necessidades sentidas pelos homens do seu tempo e de todos os tempos.

Esse Jesus que nunca perde o rumo da sua missão, que se contenta com pouco, quando podia ter tudo, que partilha caminhadas, alegrias, tristezas e angústias, o pão e a palavra com todos os homens, seus irmãos, é o farol que deve orientar os vicentinos, na sua acção diária.

Fomos ainda interpelados, quanto às atitudes do vicentino perante o meio em que se movimenta para não perder «o sentido de itinerância», a atitude peregrina, rumo à Pátria Celeste: respeitar o direito à diferença, escutar e entender Deus nos acontecimentos e nas pessoas cuja história se cruza com a nossa; vencer a indiferença e estar de olhos abertos aos problemas sociais, contribuindo, de alguma forma, para transformar o mundo «por Deus e para Deus».

Jesus deve ser para o vicentino uma constante interpelação, uma Vida a seguir e não uma simples teoria ou ideologia a apreciar.

O vicentino deve, pela sua vida e testemunho, ser capaz de atrair os outros, especialmente os pobres entre os mais pobres, que, no mundo de hoje são os ateus, aqueles que ostensivamente, passam ao lado, indiferentes…

Estas, foram algumas das muitas ideias e reflexões que nos foram propostas e que desejo recordar convosco.

A jornada dos vicentinos terminou da melhor forma. Ostentando ramos de palmas e de oliveiras, aclamou-se na Eucaristia de Ramos, Jesus triunfante, ao som de cânticos e hossanas.

Entretanto a chuva continuava a cair.

As chamas e o fumo ondulante das velas oferecidas à Virgem emprestavam ao recinto uma forte expressão de espiritualidade; ali são postos a arder os nossos pecados, as nossas misérias, a nossa lama, de que é símbolo o fumo negro das velas, para serem purificados pelo fogo do amor de Deus.

É hora de regressar.

Valeu a pena sofrer algum desconforto, algum cansaço. O poder partilhar com tantos vicentinos esta manifestação de fé, foi uma experiência espiritualmente recompensadora, e é um incentivo para continuar a ser, embora modestamente, «sinal de fraternidade para este mundo e motor duma ordem social mais justa, vendo em todo o homem, um irmão e a imagem de Jesus humanado».

 

publicado por aosabordapena às 18:58

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