Um singelo espaço de reflexão pessoal. Lugar de afectos, espiritualidade e outras coisas da vida.

02
Mar 19

HPIM0427.JPG

 

 

Já não se ouve o rufar dos tambores

E o chocalhar dos caretos.

Os foliões, felizes e cansados

Regressaram a casa.

E um anoitecer

Frio e pardacento

Invadiu as ruas da cidade.

Há calma, tranquilidade.

Podemos dormir descansados.

O diabo já foi queimado.

O Porto – Benfica vai começar

E o festival da canção não tarda

A acontecer.

A vida não para. Voa como o vento.

A quaresma está à porta.

É imperioso caminhar, não perder tempo.

Um dia iremos chegar

Quando Deus nos quiser levar.

 

 

publicado por aosabordapena às 20:38

27
Fev 15

catequese_quaresma_2015.jpg

 

 

 É tempo de silêncio

De conflito e serenidade

De mudar o azimute

Rumo à eternidade.

Que valor tem o tempo

O nosso tempo vivido?

Será que ainda temos tempo

De recuperar o perdido?

É tempo de escuta

Tempo de conversão

De provar o vinho novo

E remodelar o coração.

É tempo de esperança

De esquecer o tempo velho

Dar nova vida à vida

E seguir o Evangelho.

A vida e a morte

O transitório e o perene.

Tudo passa, nada fica

Só Deus permanece.

publicado por aosabordapena às 21:45

06
Mar 14

 

 

Desceste ao nosso mundo, Senhor

Pobre, despojado,

Para connosco partilhar

A experiência humana.

Supremo acto de amor

De graça e generosidade,

Desejo de proximidade,

Uma total doação

Ao povo pecador.

Senhor, que nos libertas

E enriqueces com a Tua pobreza

Derruba os muros da indiferença

Suaviza as dores da humanidade.

Faz-nos imergir nas águas do Jordão

E passar pela estrada de Jericó

Onde o samaritano espera

Gestos de amor e compaixão.

Nesta quaresma, em que nos convidas

Á sobriedade, à conversão,

A um despojamento penitencial

Doloroso e não superficial,

Não nos deixes parados

À beira da estrada sentados,

Mas faz-nos trilhar, Senhor,

Caminhos de generosidade

Ser faróis de esperança

Corações abertos à santidade.

 

 

 

publicado por aosabordapena às 12:46

14
Mar 10

   A Quaresma é apelo à renovação do nosso compromisso baptismal pelo aprofundamento da vida espiritual, através da oração e meditação assídua da Palavra de Deus, pela vivência da caridade cristã na prática das boas obras e da solidariedade.

   É tempo de penitência como atitude de vida e como sacramento de reconciliação com Deus e com os outros.

   Demos o passo para o Sacramento da Reconciliação e verificaremos que a nossa qualidade de vida espiritual e humana muda para melhor.

 

publicado por aosabordapena às 15:56

01
Mar 09

 

É o mês de Março um mês de contradições. Mês de transição nele se processam significativas alterações.

O Inverno agoniza paulatinamente para dar lugar ao tempo primaveril que inunda a Natureza de renovos verdejantes e a suaviza com a beleza das flores e o chilrear das aves.

O frio dá lugar a um tempo ameno. A mudança climatérica é acompanhada pela mudança de hora que vem alterar o nosso ritmo biológico.

Em termos de vivência e aprendizagem espirituais é o mês de Março profundamente enriquecedor.

Tempo penitencial, tempo de renúncia, de desejos de mudança e de conversão que ressoam continuamente no coração do homem que, na procura incessante de Deus, deseja alimentar-se da Sua misericórdia inesgotável.

Tempo Santo da Quaresma. Com o evangelista Marcos, no 1º. Domingo, seguimos Jesus para o deserto, deserto em que, por vezes, se transforma a nossa vida. Lugar de solidão e sofrimento, aí descobrimos, afinal, que é o lugar privilegiado para o encontro com Deus, mediante a conversão interior do coração, imprescindível para entrar no «Reino de Deus que está próximo» (Mc 1, 15).

Subimos, no 2º. Domingo, ao “monte elevado” da nossa insuficiência e descobrimos as maravilhas da Criação, a paz consoladora que inebria o coração daqueles que se deixam transfigurar pela Palavra Salvadora de Deus.

Com João, no 3º. Domingo, assistimos impressionados ao gesto de Jesus que «fazendo um chicote de cordas expulsou os vendedores do templo» (Jo 2, 15), acção simbólica que não se destina a punir transgressores mas a mostrar a Sua suprema autoridade na «Casa do Pai» (Jo 2, 15-16).

No 4º. Domingo, meditamos nas palavras de Jesus referindo ser «necessário que o Filho do Homem seja erguido ao alto, a fim de que todo o que nele crê tenha a vida eterna» (Jo 3, 14-15). É a certeza de que a nossa fé não é em vão e que o amor de Jesus a todos inclui. Basta tomar o caminho do bem que conduzirá à bem-aventurança eterna.

Chegados ao 5º. Domingo, Jesus revela, perante a incredulidade dos seus ouvintes, que «se não crerdes que Eu sou o que sou, morrereis nos vossos pecados» (Jo 8, 24). Jesus revela assim o seu ser divino com a mesma fórmula com que o próprio Deus o fez a Moisés (Ex 3, 14) e diz o Evangelho: «muitos creram nele» (Jo 8, 30).

Terminado este itinerário catequético, de espírito aberto e coração purificado, eis-nos entrados no Abril pascal, primaveril, mês de vitalidade, de emoções e razões para reforçar e viver a fé cristã naquele Jesus que, montado num jumento, símbolo da humildade e da paz, foi aclamado pela multidão na Sua entrada triunfal em Jerusalém; naquele Jesus que, no Seu infinito amor quis ficar connosco até ao fim dos tempos na Sagrada Eucaristia instituída na Quinta-feira Santa; naquele Jesus que foi preso, abandonado e renegado pelos amigos, injuriado, escarnecido e condenado à morte; naquele Jesus que experimentou o silêncio supremo do sepulcro; naquele Jesus que «vencedor do pecado e da morte, é o princípio da nossa justificação e da nossa ressurreição no final dos tempos» (Comp do C.I.Cat, nº. 131).

É Páscoa. O túmulo está vazio. Cristo ressuscitou. Alegremo-nos. Aleluia.

 

publicado por aosabordapena às 17:05

01
Fev 05

 

 

Inicia-se na Quarta-feira de Cinzas a caminhada em direcção à Páscoa.                     

Diz-nos S. Paulo que: “É agora o tempo favorito, é agora o tempo de salvação”,

tempo propício para o homem, transeunte desta vida efémera e ilusória,

repensar caminhos, promover mudanças, purificar ideias e comportamentos,

promover a auto libertação das teias que emaranham o coração.

Face à constatação «de que somos pó e ao pó havemos de voltar»,

não é possível ficar indiferente à palavra de Deus que propõe o arrependimento

e oferece o bálsamo da misericórdia divina.

A tarefa da conversão ganha, pois, urgência, neste tempo de preparação

para a madrugada libertadora que se anuncia no horizonte pascal.

A Quaresma, tempo de mergulhar nas águas profundas e purificadoras das

 

Bem-Aventuranças, é uma janela aberta para a verdadeira Vida.

Não desperdicemos a oportunidade e a graça que o Senhor nos disponibiliza.

 

publicado por aosabordapena às 17:24

01
Mar 00

 

 

Está a decorrer o tempo da Quaresma, período durante o qual a liturgia da Igreja faz apelo à conversão e ao arrependimento.

“Cingi-vos, sacerdotes, e chorai. Lamentai-vos, ministros do altar! Ordenai um jejum. O dia do Senhor está perto!” (Jl 1, 13-15)

Esta caminhada, iniciada com a imposição das cinzas, não deve ser efectuada, percorrendo a estrada larga e rectilínea que nos oferece a paisagem deslumbrante, mas sim, a vereda íngreme e sinuosa que nos rompe a sola dos sapatos e nos faz gotejar algum suor.

Neste peregrinar, devemos, para nos purificar, recorrer à oração. O cristão, como filho do Pai celeste, deve manifestar-lhe gratidão pelos benefícios recebidos.

Orar é estar em amor para com Deus. A oração dá vida à nossa fé, fazendo-a florescer. O tempo de oração é uma audiência divina, um diálogo a dois, que deve levar o cristão a ter como verdade, cada vez mais sólida e profunda a frase de S. Paulo: “Já não sou eu que vivo, é Cristo que vive em mim” (Gl 2, 20).

Quando rezarmos, não o façamos para “sermos vistos pelos homens”. Devemos fazê-lo em segredo, pois Ele, que vê o oculto, recompensar-te-á” (Mt 6,6). Nosso Senhor censura a hipocrisia e a falsa devoção; recompensa a oração colectiva (Mt 18, 19-20); (Act 2, 42).

O segundo degrau que conduz à perfeição é a prática da esmola. “Quando deres esmola, que a tua mão esquerda não saiba o que faz a direita, a fim de que a tua esmola permaneça em segredo; e teu pai que vê o oculto premiar-te-á” (Mt 6,3).

Jesus condena a vã ostentação e a vaidade. O Evangelho não condena o progresso nem o uso dos bens deste mundo. Condena, sim, a sua apropriação injusta que leva alguns a nadar na abundância, enquanto que outros estão enterrados na miséria. As riquezas devem estar ao serviço dos homens e estes ao serviço de Deus.

Nesta Quaresma, saibamos, pois, abdicar, generosamente e na medida das nossas possibilidades, de alguns dos bens que Deus nos emprestou, colocando-os ao serviço dos mais pobres.

O terceiro degrau é jejum, entendido este, não só como a abstenção ou redução de alimentos, feita por espírito de mortificação e em obediência aos preceitos da Igreja, como também, como a renúncia ou privação, por exemplo dos alimentos que mais prazer nos proporcionam, do café da tarde ou do cigarro da noite.

O cristão dentro da sua subjectividade saberá encontrar o melhor meio de se penitenciar.

O importante é que pratique as obras enunciadas, jejum, esmola e oração com recta intenção, não movido pela vaidade ou por outros fins menos dignos, mas somente por amor do Pai que está nos Céus.

 

 

 

 

 

 

publicado por aosabordapena às 17:11

Março 2019
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2

3
4
5
6
7
8
9

10
11
12
13
14
15
16

17
18
19
20
21
22
23

24
25
26
27
28
29
30

31


Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

as minhas fotos
As minhas visitas
counter customizable Exibir My Stats
mais sobre mim
pesquisar