Um singelo espaço de reflexão pessoal. Lugar de afectos, espiritualidade e outras coisas da vida.

27
Mai 02

 

 

Relatam os Evangelhos que S. José era um homem justo.

A obediência incondicional às ordens dos Anjos, a aceitação plena dos desígnios de Deus a seu respeito, fizeram do esposo virginal de Maria, Pai adoptivo do Salvador, o Santo da obediência, modelo exemplar de pai, dedicado ao bem-estar da família, através duma presença discreta,

mas constante e activa, modelo de trabalhador consciente e honesto, que mercê do seu amor

e labor, provê às necessidades materiais da sua família.                                                      

As revelações particulares, completam a descrição do comportamento e vida de S. José, com

vários pormenores, que não sendo verdades de fé, nos ajudam, piedosamente, a compreender

a sua grandeza como homem, como santo.

Calar, rezar, trabalhar, sorrir, foi o seu modo de ser e de estar.

No livro das suas revelações, Santa Brígida da Suécia, constituída pelo Santo Padre João Paulo II, em 1999, padroeira da Europa, juntamente com Santa Catarina de Sena e Santa Edith Stein, escreve que Nossa Senhora lhe disse, numa das suas aparições, estas palavras referentes a seu bendito esposo: «Foi tão recatado José nas suas palavras, que nenhuma saiu de sua boca que não fosse santa e boa. Foi varão pacientíssimo, diligentíssimo no trabalho, exímio na pobreza, mansíssimo nas injúrias, obedientíssimo às minhas palavras, forte e constante contra os meus inimigos, testemunha fidelíssima das maravilhas de Deus. Morto para a carne e para o mundo, tão vivo para o Senhor e para os bens celestiais, só desejava estar unido à vontade de Deus e tão resignado nela, que muitas vezes repetia: “Faça-se em mim a vontade de Deus; viva eu o que Deus quiser, para que veja cumprida a sua divina vontade”. Falava pouco com os homens, mas continuamente com Deus».

S. José é, pois, para os cristãos um modelo de virtudes, um exemplo de santificação no trabalho profissional e no cumprimento dos deveres quotidianos.

Converter o trabalho, por mais insignificante e escondido que seja, em oração, é um dos caminhos que o Senhor nos disponibiliza para alcançar a Bem-Aventurança eterna.

 

 

publicado por aosabordapena às 17:44

05
Mar 01

(S. José Operário)

  

Da leitura do livro do Génesis ressalta que o trabalho é uma peça fundamental na condição humana.

Segundo o poema da Criação, Deus ocupou seis dias a trabalhar na criação do mundo e viu que tudo era bom.

Ao sétimo dia, descansou e entregou o mundo ao homem, criado à sua imagem e semelhança, para que continuasse a sua obra.

Adão e Eva são incumbidos por Deus de, com o seu esforço, dominarem a terra e todos os animais e, especificamente, de cultivarem o Jardim do Éden.

Nos textos sagrados, Deus aparece como um trabalhador, sempre actuante e tudo providenciando para que nada falte ao homem.

“Meu Pai trabalha continuamente e eu também trabalho”, há-de responder Jesus aos judeus que o perseguiram aquando da cura do paralítico de Betsaida.

Inserem-se, pois, no plano de Deus, o trabalho e o esforço do homem que, ao longo de gerações, tem procurado aperfeiçoar o mundo, contribuindo com o seu labor e inteligência, seja no campo, na fábrica, no escritório, na escola, para que haja melhores condições de vida e o mundo seja um sítio bom para viver.

Jesus, o filho do carpinteiro, enquanto não iniciou o anúncio do Reino de Deus, trabalhou na oficina de S. José, seu pai adoptivo.

Com este gesto, Jesus santificou o trabalho do homem. Com o suor do seu rosto, participou activamente para o progresso da sua terra e das suas gentes e contribuiu para que na sua casa, nunca faltasse o pão a sua Mãe.

Ao anunciar o Reino de Deus, Jesus valorizou o mundo do trabalho que também conhecia.

Pastor e agricultor, médico e semeador, amo e servo, feitor, pescador, comerciante e operário, estudiosos e escribas instruídos, são personagens da vida real que Jesus frequentemente utiliza nas suas parábolas, para melhor ensinar a Boa Nova.

Os apóstolos, seguindo o seu exemplo, compreenderam a importância do trabalho humano.

S. Paulo trabalha em casa de Áquila e Priscila, tendeiros de profissão. Gloria-se do trabalho realizado: “cansamo-nos a trabalhar com as nossas mãos. Com trabalho e fadiga labutamos, noite e dia, para não sermos pesados a nenhum de vós”.

Ao ver que alguns cristãos levavam uma vida preguiçosa, não hesita em afirmar: “Quem não quiser trabalhar, não tem o direito de comer”.

O cristão deve fazer do seu trabalho, um espaço onde se constrói fraternidade. A sua acção ou inacção tem efeitos na vida de centenas de pessoas que nunca chegará a conhecer.

Na medida em que solidariamente se empenhar na execução das suas tarefas, assim contribuirá para a sua felicidade e sentirá a alegria de colaborar com Deus na continuação da grandiosa obra da criação.

Neste mês de Março em que celebramos a festa de S. José, exemplo de trabalho e dedicação, procuremos reflectir acerca do nosso desempenho e recordemos que o trabalho faz parte da vontade de Deus Criador.

Feliz aquele que ao trabalhar com competência, sente que é como que uma mão de Cristo e que, apesar do muito trabalho, ainda encontra tempo para o cumprimento dos seus deveres de cristão.

 

 

publicado por aosabordapena às 16:03

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